terça-feira, 5 de junho de 2018

Avisando aos leitores que...

blogue entrando de férias, a pseudo poetisa irá estudar, ler, repensar, atualizar, e acima de tudo , meditar para redesenhar com maior eficácia. Até agosto!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Não chega a ser poema:
é apenas minha pena

Não chega a uma rima:
é a pátria em ruína...

Ao pseudônimo companheiro,
minha condolecência...

Ao menino utopista,
que vai bater continência...

A estrela sob o peito,
do lírico curumim

que não pegara em armas,
o bom tupiniquim...

Não lançara ele pedras,
nunca um vaso ruim...

Não, não chega a ser poema:
manifestação de pena...

Dói-me tanta ingenuidade,
beira à religiosidade...

Uma loucura tamanha,
lançar-se à teia d'aranha...

Mostrei-lhe as provas,
as gravações, os fatos...

Periciadas assinaturas,
mostrei-lhe as fotos...

Mostrei-lhe delação, ilação,
seu ideólogo em involução...

(Não chega a ser poema
são apenas minhas penas)

Não se assume iludido:
seu rei posto, rei morto

Não se assume ele traído:
seu rei que nasce torto

Não se assume abduzido:
nosso cordeiro, crendeiro...

É uma presa tão facinho...
Na gaiola o passarinho

Não chega a ser poema,
é uma infestação de penas!

Só algo mais me assustaria:
o choque enérgico da enguia...

O servil do comunismo,
se serviu do consumismo...

Foice e martelo bandeirou,
panfletou o populismo...

Sua obsoletas flâmulas,
delirando marxismo...

Não chega a ser poema,
lá vou eu tecendo à pena...

A mídia o capturando,
tão passivo o donzel...

Os pecês o cooptando,
mais duende e Noel...

Os petês o captando,
vai ele crendo fidel...

Não chega a ser poema:
manifesto a minha pena

De vê-lo assim, decepcionado...
Eu já sabia, e avisado,
de cor e salteado,
mas o alazão viciado...

Não chega a ser poema...
Achei a pena pequena.

Bandido de estima,
das neves, já metralhei...
Mas o dele é fetiche...
Vestri agnus dei
Ladrão de galinha,
ladrão de milhão

Ladrão de milhão,
ladrão de trilhão

Quem perdoa ladrão,
cem anos de prisão

De grão em grão,
a galinha enche o papo

De zilhão em zilhão,
a corrupção tira o milho do pato
(ou do prato)

A ficha cai,
se mais tardio, ai

Pimentel nos olhos dos outros
não é refresquel,
é mesmo malaguetel...

O maior cego
é o maior surdo

E quem é o surdo?
É quem consente absurdo

Quem com ferro feriu o Brasil
a Lava Jato aspergiu

E quem ovaciona quem ferrou o Brasil
merece benzetacil
-ou ovo podril

Pra frente é que se anda...
Deus salve a Mãe Gentil!

O que ordena a seita,
é asnil que aceita...
Na vala que por ele se cairia,
ele ao longe aprecia...
Sem tremer,
sem temer,
tronara o campanário
o otário

De curto pavio
o timoneiro
do pátrio navio
o temer

É obra tua:
própria cicuta
Voou cacatua
-se situa


Ilícita junta de bobo
da corte no cativeiro...

Insanium convertunt Platone:
subestima o brasileiro

Na fadiga que o convizinho
não descansa o cerebelo

Ilícita junta de bobo
da corte no cativeiro...

O pandemônio se incita
Barganha-se uns cascalheiro

Como um trator que o próximo
atropelando o herdeiro

Chafurda a nação consigo
Esmaga o ouriço-caxero

Espelha-se Arraial de Canudos
eximido dum Conselheiro

Ilícita junta de bobo
da corte no cativeiro...

Ares de teatro místico
Atmos de enxofre-cheiro

Culto ao ódio, cadê cura?
Difícil, agulha em palheiro... 


Subverte a ordem social,
mais sexual revolução...
Pra si, porém, 
nicho patriarcal...

Destros-contradição
Direita, esquerda,
volver, tanto faz...
Juntássemos, aliás,
larápios das grades...
                     atrás

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O movimento das mãos,
são mãos sem calos...

O movimento dos pés,
'stão descansados...

O movimento das areias,
são movediças...

O movimento das massas,
são controladas...

O não movimento,
a bandeira pátria...

Ela sem movimento
(ela não hasteada)

O mover das mandíbulas:
ratos, baratas...

O mover das articulações:
os bichos articulados

Pelos porões do Planalto,
movendo despudorados...

O movimento, o mavioso
movimento...

Das brumas, das bolhas,
das espumas...

O movimento das cores,
esplendores boreais...

A calmaria das águas,
passadas não movem mais

o moinho que, inerte...
E os movimentos sociais.

PT: petrolou, mensalou
PSDB: mensalou, metrolou
PMDB: do mesmo saco se enfarinhou
Conservis: se vitimou
Eu, devota
de Santo Antônio...
Ele, devoto
de Santo Tomamais...
lhe assassinam
xeque-mate...
Tu assinas
branco cheque...
Quando acordares,
tarde piaste...
Já roera o rato a roupa
de vossa bestidade...
Ódio destilas
ao teu inimigo
que, arqui-amigo,
brindam destiladas...
Desenhar é preciso
pois a criança sem siso...

Incendeiam eles Roma
mas lhe deixam romã

Dentam eles teu pão
mas lhe deixam grão

Nos Alpes mascaram divisas
deixando-lhes lisas

Cumpanis na indulgência...
Rateiem a previdência!

E o progresso à comunança...
Sob olhar da ovelha mansa

Dinheiro em cueca e meia...
Mas o homem-massa
sob encanto de sereia...

É preciso desenhar pra criança...
Que vê, 
mas não crê na lambança...

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Na paz, companheiro...
Já viste os ipês,
como grácil floreiam?

Companheiro,
teus ares escarnecedores...
Desejo-lhe mais ócio,
e mais amores...

A justiça que você amaldiçoa,
é boa,
companheiro,
como o sol que dissipa o nevoeiro...

Teu estadista é tirano,
e você o elege...
Mas a espada de Têmis o protege

Olhai os lírios do campo,
mas olhai a história,
dum modo mais franco...

Olhai as açucenas,
seu refrigério branco...

Destilas veneno ao que martela
a pena, 
mas pena temos de nos dar,
companheiro,
o político tem caviar...

E nós, de salário parcelado,
sem alimentação-vale,
nem tão suave na nave...

Compaixão sim, 
companheiro...
Com paixão a família, ao amigo,
ao brasileiro...

Tua pátria é verde e amarela,
qual bandeira reluz mais que
a bela?

E a Venezuela,
se fosse essa cabidela, ou aquarela,
quem não fixaria
essa flor na lapela?

Talvez o equilíbrio venha,
repito, 
ah, rosa-branca-açucena...

Que floreia em toda estação,
oferecendo-nos um bálsamo:
olfato, visão...


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Companheiro, 
tua boa companhia
em má companhia...
Pacificador em meio
a guerrilheiro...

Companheiro, 
de boa família,
em meio a cangaçaria...
Privilegiada mente
em de-mente meio...

Teu cerne ingênuo,
ó companheiro,
como aleluia sem luz,
rumo ao candeeiro...

Pudesses retomar o 
trilho, companheiro...
Na aurora do viço,
tua aura altaneira...

Campaneiro,
mutante cavalheiro...
A  maruja da nave fugira,
sem marinheiro...

Mas ainda é tempo,
companheiro...
Tua biografia robusta,
se achares 'inda justa

a Balança augusta  
que me gusta...
A justiça é cega,
e aos teus frutos,

uma pátria limpa, 
entrega...
Mátria de gente benigna,
do conduzir-se excelso...

Gérmen reverdecido, 
companheiro,
que do governo desonesto,
desinfesto!


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Torcendo pelo Habeas,
eita companheiro...
Pra livrar a cara
do cana-de-cheiro,

abrindo a porteira,
pra todo bate-carteira...

E se você, uma vítima,
esperando justiça?
Esperando, esperando,
esperando justiça...

E o culpado, e advogado,
recorrendo às instâncias?
Recorrendo, recorrendo,
eternas instâncias...

E se pendesse ao mais forte,
a justa balança?
E os recursos infinitos,
prescrevendo os crimes?

E se você desvivesse,
e foi por ente querido?
E o criminoso ileso
ostentasse um sorriso?

E se o mal vencesse,
e o bem humilhado?
E se o próximo longe,
ao amor, insensível?

E se o reverso
da vida, em ti como seta?
O ardume na pele,
enfim, sentimentos?

terça-feira, 3 de abril de 2018

Dallagnol, um  Dargtanan...
Moro, não mouro, cristão...
Se oram eles, a contrição do mundo,
não os censure, ó Sujismundo!


Que testudo, o "companheiro",
que o Estado grande, e ele, nadica...
Da Thacher perdeu, a Aula...
Mas dá googada, fica a dica...

O "companheiro" é do estado,
'té seu filho é estatal...
Perdeu mais aula, (Adam Smith),
voltasse ao fundamental...


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Lá vem o "companheiro" ludibriado...
Marcando passeata na internet...
Empacando no indulto do Condenado
co'o proletário que vem de ferrarete...

Chegara cedinho, animado...
Trouxera marmita e colchonete...
Enquanto o chefe do quadrilhado
hospedado em algum Hiltonnet...

Vem ele, bandeira e bandana,
mas eu não vi a cor do Brasil...
Algum símbolo, talvez de Havana
mas o charuto quem bafou, o Vil...

Eis que chega a hora marcada,
apareceu um vendedor de doce...
Algum caminhante, pombaiada,
mas não o embromado tosco...

Desenhando o desfile-fiasco
que defende do Brasil quem roubou,
o companheiro sozinho no Masp...
No twitter marcou com robô!

domingo, 1 de abril de 2018

Reza o "cum panis" a igualité,
auréola de papa sob o guri...
Mas homo homini lupus...
Lobo sob lobo, per si...

Comunismo que nunca fluiu,
comunismo de fachada!
A consumista China já fruiu:
China in box, x-salada


Um governo que seja a tua mãe,
e lhe dê de mamar...

Um governo que seja o teu pai
sogra cachorro gato papagaio...

Um governo que determine 
o que vai ser quando crescer, 
e se vai crescer...

Aliás, um governo
que lhe impede de crescer...

Que determine também:
o que vai se comer beber
digerir gaseificar...

Um governo que te governe
que te domine
que vigie teus sonhos noturnos
diurnos, vespertinos...

Um governo
que por ti decide,

um gerente 
que dirige a tua vida...

Do berço até o túmulo!

Um governo
que rasgue o teu voto,
meu Deus, um governo
que rasgue o teu voto!

Um governo
que seja tua ciência
tua religião tua filosofia
tua liberdade tua arte
tua vida tua morte
-até tua quarta geração

Um governo que decrete
quem é, e não é governo,

um governo que designa
que tu és um verme...

Um governo,

este governo
para ti, "companheiro,"

apenas para ti.
Viva, viva la revolucion!
Convenceu-me o "companheiro"...
Armar-me-ei, se preciso...
Num abril, dia primeiro...

sábado, 31 de março de 2018

O heroi do "companheiro",
Marx, o Karl...
Sustentado por Engels,
em pleno capital...

Desarrimo de família,
Karl, o Marx,
ideara no comunal
um encosto...

pro seu decúbito dorsal.



O "companheiro" lá vem,
inflamando a revolução!
Sonegando sua maleta,
fazendola, e provisão...

Na hora H,
deserta o pelotão...
Freud aqui estivesse
não explicaria:
quem leva um peteleco
'inda sente aprazia...

Ou quem leva um pichuleco
e 'inda ganha honraria...
Uma Veneza, ou Santa Teresa...
É o antagônico "companheiro", 
que Venezuela, bem longe dela...
A cabeça em Cuba,

voando pra Aruba...
Antônimo "companheiro",
que Coréia não do Norte...
Prefere resort.



Se asilasse, cada socialeco,
uns dez veneco...
Realidade de fato, 
papo reto!

sexta-feira, 30 de março de 2018

Os colégios reluzentes,
mais meninos contentes...
Lava alma a lava-jato,
teremos reforma de fato!

Desenho pro "companheiro":
no seu sorrio de Janeiro,
as escolas reluzentes,
as crianças contentes...

A grana recuperada,
da Suíça importada
(a grana roubada,
a grana propinada!)

Voltará ao seu Brasil
-o céu ainda anil
pra reformar carteiras,
pra pagar merendeiras...

Laboratórios de ciências, 
reformular consciências...
Telhado sem goteira,
novinha a cafeteira...

Água limpa mata a sede,
tinta fresca na parede...
Material didático de ponta,
foi mais de um bi na conta!

A grana volta pra casa,
e a educação dá asa...
Eu vi menino mais atento...
Agora há experimento.


Qual seu tutor, "companheiro",
quem lhe lavou cerebral?
Pois não vi de porco espírito
na sua educação formal...
Analfabeto político,
o bem letrado acrítico...
Como se muito músculo,
mas força, molusco...

Um mouro minúsculo,
desdenhando o Maiúsculo...
Um dia te retratarás, 
e lhe darás um ósculo...

E lhe darei óculos.



"Companheirim", que do 
nobre magistrado zomba...
Alcunha-lhe Juizeco,
mas não chega a sua sombra...
O "cavaleiro" não captaria:
que a marcha maquinal
dum Marx ora carecia...
Até que o capital,

raio de baio, galoparia
(e lhe proveria)
Laissez faire é o novo câmbio,
adeus mais-valia!
Feio, feio, feio!
Que facebook mais feio!
O meliante ufanado
no perfil do "companheiro"!

quinta-feira, 29 de março de 2018

Ele família, ele cristão,
o progredir da nação...
Ele reaça, mas não consente...
Sabe de nada, inocente!

É artista, é intelectual,
a instar a larica social...
Não se assume burguesia:
fantasia falacial



quarta-feira, 28 de março de 2018

Trabalha a formiga, canta a cigarra...
A obreira co'a folgada, divide seu grão...
O motor da lavra é da fanfarra...
Se tu fosses formiga, e então?
Detém-se foice e martelo...
Daí se mete o pé na jaca,
e a mão, no marmelo...
Menos eu: pé de chinelo

De feminista a feminina,
eis que tu giganteu...
Endireitai teu prolóquio,
ó Zébedeu!

terça-feira, 27 de março de 2018

Se tudo não deu certo,
és tão ingênuo menino...
Utopias, utopias...
Bem teu feitio!


Venecos sonham brazucas,
gasosa gororoba não é...
De ai fone ele na mão,
o "companheiro" do socialé...
Tem um Che na parede
mas num divide uma rede...

Apoia os ventos sociais
imerso em banhos de sais...

Sofre de esquerdopatia,
ele me angustia

Ora brio dum Dante...
Hora mili-tonto-tante