quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O amigo, a amiga

Faz dos nossos caminhos, veredas
Desfaz nossas aflições, ergue fortalezas
Põe o riso em nossa boca
Seca a mágoa do nosso olhar
Elucida o que não vemos
Ensina-nos a ser puro e reto
-o amigo certo

Amiga,
da tamanha confiança
vertida em esperança
Tamanha sapiência
vestida de humildade
Tamanha fé
removedora de montanha
Colo, abrigo e ninho
-precisamos desse carinho

Alma boa
que se doa
(arco-íris que ao céu doura)

Amigo,
afeição em brasa,
branda/branca luz
Braço atenuador de dor
Sol ao meio-dia clareador

Hosanas ao teu coração,
amigo, amiga,
apoio na luta,
amparo na lida

Vem consolando nosso fardo,
redimindo vem,
alentando...
palavra que refresca como hortelã
Mão que reparte a maçã
Jaçanã que enternece a manhã

Nossos amigos:
o belo do mundo,
a paz dos dias
O amor, a amora -tudo doce
Cravo e canela -se aroma fosse

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Do amor- de novo e sempre

Abundância de paz
que mantém a lucidez
que convém a esperança
que motiva o levantar,
o deitar 
o respirar

Treme o mal
Abala o abismo
Derruba máscaras
e egoísmo

Consumir cada dia, cada segundo, cada presença
Lembrarmos que somos carne e pó:
ventos que vão e não voltam

Fazer da obscuridade, luz
do amargo doce
do mal bem

Do existir, sentido
Para cantar, o tempo
-e para dar risada
e meditar

Ninho benevolente
Céu que se abre em apetite
Cheiro suave de maçã
na manhã
Dócil mão que afaga os cabelos

Mantos, anéis, diademas de diamantes
Madeira nobre: cedro, carvalho
Idolatria de Deus
Prata, ouro, amigos
Romeiras que brotam esperança

Fazenda, horta, honra
O chá do capim-marinho
Tesouro que preenche coração
Alívio na alegria do perdão
O belo do mundo
Os seres e suas delícias

Prazer que dá felicidade
antes, durante e depois

O bom intento
em tempo

Ternura em olhos
(os animais bebendo água cristalina)

Dá sabedoria à herança
Dá fortaleza na adversidade
-ou na prosperidade

É o amor, forte como a morte!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O que é o amor

Mel .Não fel
Beleza, glória, primavera, eterno bem
Tempo de rir
Tempo da paz
As colheitas fartas...

Vem na mão que esmola, na prudência,
 no limite, no cuidado
Na palavra branda
Na boa intenção
No colo ardente,
no consolo bendito
Na caridade que sublima a dor, vem
-e  no espinho que avulta a flor


Rios de piedade
Constelações de perdão
Esperança que revigora
Força branda que acolhe
O ensinamento, a perseverança, o norteamento
Pão para a fome
Ar para os pulmões
Firmeza para os pés
Espaços infinitos para os sonhos
Canção para o coração aflito
A luz para cada sol
Lírios cheirosos para cada alma

Coisas agradáveis: 
delicados manjares, 
hortelã fresca,
abóbora com caruru cheiroso
Nascente de água clara, doce

Irmã Dulce


Refúgio, candura, regaço
A vida mais boa que ruim
Um modo de voar
O céu para onde vamos -aqui já chegamos
Suave presença
O estar bem
Energia que eleva
Enlevo em sentimento
Religião universal
Língua de todos os povos
Política de todas as nações

Felicidade
A mão, a mãe de Deus
As marcas que deixamos entre nascer e morrer
Ninho, fonte e  horizonte
  O amor é a nossa lei!