quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Do amor- de novo e sempre

Abundância de paz
que mantém a lucidez
que convém a esperança
que motiva o levantar,
o deitar 
o respirar

Treme o mal
Abala o abismo
Derruba máscaras
e egoísmo

Consumir cada dia, cada segundo, cada presença
Lembrarmos que somos carne e pó:
ventos que vão e não voltam

Fazer da obscuridade, luz
do amargo doce
do mal bem

Do existir, sentido
Para cantar, o tempo
-e para dar risada
e meditar

Ninho benevolente
Céu que se abre em apetite
Cheiro suave de maçã
na manhã
Dócil mão que afaga os cabelos

Mantos, anéis, diademas de diamantes
Madeira nobre: cedro, carvalho
Idolatria de Deus
Prata, ouro, amigos
Romeiras que brotam esperança

Fazenda, horta, honra
O chá do capim-marinho
Tesouro que preenche coração
Alívio na alegria do perdão
O belo do mundo
Os seres e suas delícias

Prazer que dá felicidade
antes, durante e depois

O bom intento
em tempo

Ternura em olhos
(os animais bebendo água cristalina)

Dá sabedoria à herança
Dá fortaleza na adversidade
-ou na prosperidade

É o amor, forte como a morte!