segunda-feira, 25 de abril de 2011

Às mães

Farta-se a vida de cruentas doridas
e ervas daninhas amargosas ao fel
Alivia-nos a dócil doçura das madres,
amores de amoras ternuradas ao mel

O mal que impera neste mundo
ínfimo é, ante o materno amor
Se a urtiga afugenta o colibri,
maravilha a petúnia o beija-flor

Percorre nestes vales fugidio
o tempo, ao galope de um audaz corcel
Perdura o aroma mátrio (amor-perfeito)
Perfumam angelicais angélicas no vergel

Ó mãe, figura virginal e pura
resguardada em minh'alma no escapulário
És toda sorte de berilos belos
Pedraria fina em meu relicário

Castelos fundamentados n'areia
se diluirão grãos em correnteza
Dai-me, ó mãe, tua mão firme,
que derriba a frágil morada, erguendo fortaleza

Senhora resplandescente de graça e provedora
do nosso sacro alimento, mas também provida
da paz do céu que em ti corroboa
Das tulipas belas, és a mais bela tulipa!