segunda-feira, 2 de maio de 2011

Poema singelo para as mães

Tão divinas as mãos de mães
a nos fazer divinos pães!

São boas mães
as que proferem cortantes nãos

Brancas raízes capilares...
Belas albas ondas dos mares...

Ternura no olhar
pura
candura
Cantiga de ninar

Fronte flexionada,
costas arqueadas...
Curou minha renite,
trocou minhas fraldas

Sol a que o girassol se dobra
Som de flauta, cheiro de flora

Mix de riso e rigor:
sinais de amor

Perdoa-nos, excelso coração,
a nossa quase sempre tardia gratidão

As 'speranças arrefecem,
vencidas por dura sorte...

São fortalezas as nossas mãezinhas,
são águias a trair a morte!