segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vem, Natal!

Vem Natal, resistir o amor!

rio restaurador

Luz alimentadora
Fênix alentadora

Natal, centelha do bem...
o copo de água limpa, 
a roupa usada,  o brinquedo,
o quilo de alimento ,
a esmola, a palavra,
o agasalho, a oração,
a desobsessão

Liberta a escória corpórea
fere as trevas
fadiga o mal
fende rochedos
-o Natal!

Verdes veredas,
 sonhos de paz:
inaugurar novas eras,
quebrantar almas austeras
                                                           
empenar as lâminas e os punhais
        e clarear os umbrais

 Vem Natal, apascenta a agonia
dessa estrada sôfrega e sombria...
Desata esse provérbio prolixo,
destroça o impulso do luxo

A vida divinada na matéria etérea
é  miséria e  lixo

Natal, trincheira do amor

maná
 lume
 leme
 limbo

Lavar a índole do lodo
da lama
do limo
do charco
do esterco

Firmamento na alegria, vem ó Natal!
Firmeza na esperança
Raio de bondade
Fio de santidade
Mão de desvelo

Maria de enlevo,
mãe do maternal abrigo
José do testemunho bendito,
Jesus que caminha contigo... 

criança que chorou de frio na gruta
para lapidar teu coração de pedra bruta