quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz dois mil e doze!


Feliz ano novo...
Com os pés no chão galgando glorias

Feliz novo ano...
Na paz do amor desfrutando

Feliz tempo...
Trocando teus sonhos pelo mover do corpo

Feliz destino:
é bom o Deus que nos concede o fôlego!

Feliz agora...
que crês mais

Feliz sempre...
que fazes escolhas salutares

Feliz todo ano...
Sob a atmosfera que tu criaste

Feliz ano todo...
À luta!  À fé!  À esperança!

Feliz tua sina...
Pela colheita que tu semeaste

Feliz tua sorte...
abraçando o tempo que te abraça

Feliz e feliz...
Os sorrisos são mais frequentes que as lágrimas

Feliz toda a vida
ardentemente fruida, 
minh'alma querida!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que sobrou do Natal?

Sobrou do Natal apenas
as caixas vazias, papeis amassados,
laços de fita desfeitos,  lixo e mais lixo,
os descartáveis, os atos nobres descartados,
a coisa material-comensal-comercial?
Então não foi Natal!

Sobrou do Natal apenas
as sobras, as raspas, a xepa, 
os restos, as migalhas para o irmão?
Foi Natal não!

Sobrou do Natal apenas
a comida congelada, os sentimentos congelados,
a louça suja, a desordem da casa, o estresse,
e uma sensação de alívio ao final?
Não, não foi Natal!

Sobrou apenas o cansaço, o sono, a ressaca,
a dívida, a camisa para trocar na loja,
o ganho de peso corporal?
Passou longe de ser Natal!

Se sobrou do Natal apenas
os enfeites para serem escondidos,
presépios para serem esquecidos,
árvores chatérrimas de serem desmontadas,
atos fraternais encaixotados até o próximo Natal...
Então não nasceu para ti o Cordeiro Pascal!

Mas se ficou do Natal
um presépio imaginário, eterno,
uma mão solidária, que se abre o ano inteiro,
uma esperança, um lume de paz,
uma família mais unida,
uns amigos mais amigos,
a recomposição das forças,
a renovação da fé,
um coração pulsando diferente,
mais grato e gentil...
hum, que legal!
Foi Natal!

Esperando pelo próximo Natal


Pudera antecipar este fantástico dia...
que provem a paz, a fraternidade linda...
Boa-nova é Jesus, que imensa alegria...
 Lume de esperança, perdão que nem finda...

Sobras da ceia de Natal

As sobras do Natal: ceia congelada,
 comida cara, da castanha ao queijo azul...
Que tal repaginares o cardápio tu,
dando aos pratos nova forma à já degustada?

Os risotos, recicladores das frutas cristalizadas...
e do arroz, do tender, do pernil e peru...
Maioneses agregam abacaxis; lá no sul
as farofas incorporam nozes trituradas...

E sem cerimônia, na era do reaproveitamento,
um sanduíche de chester vai bem:
com requeijão, rúcula, pão e talento...

E espaguete ao molho de queijos, nota cem...
Mexa a massa em vagaroso movimento...
juntando queijo, frutas secas, sementes também...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Natal tem valor...


quando destacamos, na decoração,
o presépio


O  Natal tam valor...
quando nos congregamos, à mesa,
numa oração



O Natal tem valor...
quando barganhamos as prendas fúteis
por atitudes nobres


O Natal tem valor...
quando trocamos os prazeres insalubres
por hábitos saudáveis


O Natal tem valor...
quando agradecemos, a Jesus,
a graça que não merecemos


O Natal tem valor...
quando alegramos, com nossa esperança,
o coração contrito


O Natal tem valor...
quando centemplamos, no próximo,
o fulgor de Deus!

Milagres de Natal

Sim, o Natal deslumbra
o espectro mais incrédulo

Sim, o Natal transfigura
a face mais molhada

Sim, o Natal desarma
o espírito mais ardiloso

Sim, o Natal amalgama
as relações humanas mais frágeis

Sim, o Natal renova
a esperança mais vencida

Sim, o Natal encoraja
a criatura mais cabisbaixa

Sim, o Natal restaura
os sonhos mais adiados

Sim, o Natal asserena
as cidades mais austeras

Sim, o Natal!

Onde Jesus brilha


Jesus é Natal,
Natal é Jesus...
Do céu que buscas a cura,
desce bênção em forma de luz


Jesus é Natal,
Natal é Jesus...
O bem que dedicas à outra vida,
alma querida,
a ti revida

Jesus é Natal,
Natal é Jesus...
A paz pedes na prece:
do sol a luz nos aquece


Jesus é Natal,
Natal é Jesus
que nasce, nossa esperança
(luz que a todos alcança)


Natal é Jesus,
Jesus é Natal...
e eterna luz que
esparge terna: é Natal!

Etiqueta social para o Natal


Natal é gentileza
-sirva-se da fatia mais feia do bolo


Natal é gratidão
A vida...fenômeno raro
O melhor presente...estar aqui


Natal é solidariedade
A esmola que de ti conseguirem arrancar,
nâo vai deixá-lo mais pobre


Natal é perdão
E se não for já...quando será?


Natal é magia,
mas ninguém tira dinheiro da cartola...
As contas de janeiro já vem aí!


Natal é bondade
Ajude a lavar  as louças da ceia


Natal é emoção,
alegre ou triste.  É permitido chorar


Seja humilde no Natal:
Não brilhe  mais que o aniversariante da noite...

Natal complexo


O Natal escancara nossos desníveis sociais
e ao menos um ato solidário

O Natal revela nossas mazelas urbanas
e ao menos uma concessão de perdão

O Natal expõe nossas partições desiguais
e ao menos uma palavra de conforto

O Natal desperta nossos vícios de consumo
e ao menos uma oração de gratidão

O Natal evidencia nossos acessos de vaidade
e ao menos uma mão de amor

O Natal desvenda nossos delírios pessoais
e ao menos uma mensagem de esperança...

O Natal taí


As labutas nos cansam...
Suga-nos o trabalho...
Tantas são as nossas necessidades,
altas as contas das nossas sobrevivência,
altíssimas as contas das nossas vaidades...
E limitados os recursos,
pequenino o planeta,
grandiosas nossas ambições...
mas o Natal taí:

-renascimento, aprimoramento

E o estresse das disputas:
a vaga para o emprego,
a vaga para o estacionamento,
a falta de vaga para a consulta,
os pássaros concorrendo a uma vaga no fio elétrico...
A escola, a fila do banco, o banco da praça,
as ruas, o mundo: gente, gente,estresse
Mas o Natal taí:

-paz, harmonia

Multidões em busca de 
veste, abrigo, comida
e dinheiro:
a água, a luz, o telefone, o gás
Nós buscamos as mesmas coisas:
a felicidade, um teto, um computador, um sapato...
E um celular, claro, e um carro, um passaporte, um relógio...
E tudo é fadiga e loucura...
Mas o Natal taí:

-esperança, força!

Nossas lutas sem fim,
as faxinas em ciclos, a fome com hora marcada,
o trânsito, o supermercado, o trabalho...
sob sol e chuva
sob chuva e sol
E os compromissos, as tarefas, as obrigações...
sob o tempo
implacável, galopante, fugidio, insuficiente...
Mas o Natal taí:

lindo e brilhante!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Atendei ao chamado do sino...

e dobrai o joelho

Atendei ao chamado do sino
e presenteai Jesus

Atendei ao chamado do sino
e crê que a estrela 'inda guia

Atendei ao chamado do sino
e orai sob a manjedoura

Atendei ao chamado do sino
e aceitai a onipotência de Deus

Atendei ao chamado do sino
e sonhai nos braços de Maria

Atendei ao chamado do sino
e socorrei o aflito

Atendei ao chamado do sino
e oferecei ao mundo luz

Atendei ao chamado do sino
e contemplai os lírios do campo...

Natal é...

O que nós cultivamos e cativamos

Um dia de humanidade

Uma foto tirada de nosso melhor ângulo

Uma estrela que sempre estará lá

Uma estória que adentra o eterno

Ao menos uma leve euforia íntima...

Uma árvore frondosa, acolhedora de vida

Graça de Deus que cai do céu

Vela da chama interminável

Jesus que não desiste do irmão decaído

Desejo de aprimoramento

Esperança fecunda

Paz consoladora

Apogeu da família

O milagre do perdão

Redenção ao amor!

P'ra não morrer de Natal


Alimente-se parcamente na véspera do Grande Dia...
Na ceia, comece pela salada, pode abusar...
Prefira lombo ao pernil, pode apostar...
Panetone light e frutas, perfeita parceria

Tender light é motivo de alegria...
Salpicão sem maionese, vale tentar,
acompanhado de guaraná diet, há de ajudar
a conservar no corpo a harmonia...

Bebericar vinho com moderação
traz não doenças hepáticas,
e 'inda fortifica teu coração

E atenção aos doces das tias simpáticas!
Diabetes deve ser motivo de preocupação...
Das doenças senis, das mais dramáticas!


Natal da criança pobrezinha


É muito menino 
p'rá pouco Noel
A carta não lida...
Noel cruel!

É muito cheiro
p'rá pouco pirão
Demais barulho
e breve a canção

É muita lenda 
p'rá muita utopia
Muita promessa,
poucalegria

É realidade dura
p'ro sonho mais lindo...
É pobreza pura
p'ro desejo findo...

É muita mídia 
a desvirtuar o Natal...
O presente não veio:
noite lacrimal



Natal sonhado


O Natal transcende
noite e tempo
brilho e estrela
poema e canção
luxúria e desatino

O Natal transpõe
prenda e festa
tristeza e saudade
consumo e impulso
montanha e vento

O Natal transpassa
frieza e egoísmo
desesperança e lágrima
deserto e solidão
algazarra e gula

O Natal ultrapassa
pormenores e detalhes
símbolos e sinais
os triunfos breves
as minúcias de pouco valor

O Natal vai além
dos ornatos, dos diamantes
da descrença, do desespero
da não paz
do não amor

O Natal vai além da lenda...

O Natal vai além dessa terra, desse chão...

O Natal vai muito mais além...

Nunca será Natal

Nunca será Natal
p'rá quem se acha!

Nunca será Natal
p'rá quem não crê numa dimensão melhor

Nunca será Natal
p'rá quem não contribui para a evolução

Nunca será Natal
p'rá quem não comunga da fraternidade

Nunca será Natal
p'rá quem piedade não sente
  
Nunca será Natal
p'rá quem a consciência não pesa

Nunca será Natal
p'rá quem despreza a vida rara

Nunca será Natal
p'rá quem nada aprende com Jesus

Nunca será Natal
p'rá quem não sonha em parar o tempo

Nunca será Natal
p'rá quem transita por veredas escuras

Nunca será Natal
p'rá quem tem coração-rocha-inquebrável
 
Nunca será Natal
p'rá quem não põe a mão na massa

Nunca será Natal
p'rá quem não imprime marcas de paz...

Natal do além


Além de si, doar perdão...
Além de si, paz espargir...
Além de si, arder em bem...
Além de si, a fé luzir...

Além de mim, a beleza, a perfeição
Além de ti, graça e percepção

Além de si...orar, cuidar
Além de mim...conhecer, curar

Esperançar-se
e fortalecer alguém...
Elevar-se
no serviço do bem...

Compreender o irmão,
além de mim...
Abrir a mão,
não só pra si...

Além de si, lançar o olhar...
Além de si, presentear Jesus...
Além de si, amar e amar...
Além de si, fazer-se luz...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Será Natal

Toda vez que o bem clarear a treva
será Natal

Toda vez que a poesia quebrar o silêncio
será Natal

Toda vez que a fé esmorecer o medo
será Natal

Toda vez que a luz de Jesus fechar uma ferida
será Natal

Toda vez que a ternura pueril verter uma lágrima
será Natal

Toda vez que a estrela-guia indicar o caminho
será Natal

Toda vez que o homem exultar em Deus
será Natal

Toda vez que a solicitude irromper o coração humano
será Natal

Toda vez
que a mão perseverar no auxílio
que a fraternidade secar o pranto
que a esperança semear alegria...

Natal, Natal, Natal!


O Natal mudou

Reflexão alguma...
Uma estrela, talvez
Daquela noite,
pouco sinal

Meu Deus, como mudou o Natal!

Banquete e presentes...
Presentes e bebidas...
A humanidade faminta
de essência divinal

Meu Deus, como mudou o Natal!

Pensamentos egoístas,
uma ou outra ação cordial
Delirante arde a paixão
pelo capital

Meu Deus, como mudou o Natal!

Olhos que só enxergam a si...
Olhos limitados, que só veem a vida
neste triste umbral...
Olhos vendados à beleza
do aroma da flor matinal...

Meu Deus, como mudou o Natal!

Viver o ano todo sem Cristo,
e não Lhe dar bola ao final...
Pais que não mostram as trilhas ao filho
e nem o lume celestial...

Meu Deus, como mudou o Natal!

Destinos absortos
à velha nova ordem mundial
Crise global, greve geral...
Perdoe-nos, ó Pai,
nossos impérios de sal

Meu Deus, como mudou o Natal!

Natal para Jesus

Pinheiro de plástico
de potentíssima luz
Ofusca a Estrela da noite...
Devolvam o Natal a Jesus!

Rena de nariz vermelho:
bonitinha, mas não seduz...
O presépio ficou guardado
-devolvam o Natal a Jesus!

"Noite Feliz" nem se ouviu,
e a cada ano se reduz...
Os significantes símbolos...
Devolvam o Natal a Jesus!

A omissão de Cristo,
à paz não conduz...
Manjedoura de palha, aonde?
Devolvam o Natal a Jesus!

Consumismo desmesurado,
amor não traduz...
Glórias à humildade!
Devolvam o Natal a Jesus...

Natal real

Salve, Natal!
Flor que desabrocha uma vez ao ano...

Salve, Natal!
Riacho em fino filete d'água...

Salve, Natal!
Chuva ocasional de deserto...

Salve, Natal!
Sol solsticial...

Salve, Natal!
Um dia de humanidade...

Salve o Natal!
Esse resplandescer de esperança
cada dia mais caro...
e raro

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Natal eterno

O Natal alegre ou triste
-mas sempre...

Bolas e brilhos
Menus tradicionais
Damascos (ah, os damascos...)

Os damascos, ou pelo menos as castanhas
As castanhas, ou pelo menos o vinho
O vinho, ou pelo menos as uvas
As uvas, ou pelo menos um pão

para o Natal alegre ou triste
-mas sempre

Gente rindo e chegando
Perninhas curtas correndo
Tilintar de talheres
Lembranças de infância

de um Natal alegre ou triste
-mas sempre

Cristo vive (as velas acesas!)

As velas acesas, ou pelo menos um presépio
Um presépio, ou pelo menos um menino Jesus
Um menino Jesus, ou pelo menos um poema
Um poema, ou pelo menos uma canção
ou um cartão
ou oração
ou uma mão,

para o Natal alegre ou triste
-mas sempre!

Buscando pelo espírito do Natal

Os olhares para as vitrines
Os pés para as nuvens
A cabeça para as contas
As pernas para os shoppings, as galerias e ruas
Os braços para as bolsas, sacolas e pacotes...

Mas o que se passa em seu coração?

Muitas coisas fúteis,
outros valores perecíveis...
Caprichos humanos que desertificam o planeta...
A deusa matéria desafiando as dimensões etéreas...

Mas o que se passa em seu coração?

Pessoas, sentimentos evasivos...
Alegrias, inebriantes e fugidias...
Impulsos, desatinos de consumo...
Atos mesquinhos que não melhoram o mundo...

Mas o que se passa em seu coração?

E os Natais de muitas luzes, mas sem brilho
De muitos ruÍdos, mas sem louvores
De muito frenesi, mas sem paz
De muitas máscaras, mas sem face

E o que se passa em seu coração?

E ombros "amigos" reclusos,
e palavras de gratidão omitidas,
e beijos não estalados,
e a atenção não atribuÍda,
e o perdão não desabrochado,
e um aniversariante esquecido...

Mas o que se passa em seu coração?

Poeminha de Natal

Um Natal que resgate
a estrela dourada
é preciso

Um Natal que resgate
a essência volatilizada
é preciso

Um Natal que resgate
a fé desblasfemada
é preciso

Um Natal que resgate
a cantata orquestrada
a poesia lavrada
a palavra lapidada
a mensagem ternurada

é preciso

Um Natal que resgate
a caridade freneticamente inflamada...


Poema consolador de Natal

Seja qual for tua dor,
consola-te no serviço do bem

Seja qual for tua saudade,
compreenda os espectros no além

Seja qual for tua fraqueza,
sê grato à mão que o sustém

Seja qual for teu trauma,
se aqueça ao sol também

Seja qual for tua desesperança,
amém! O menino Jesus sempre vem!

Natal na leveza de um soneto

Crepúsculo de melancolia bela...
Fragrância de ares antigos...
Amores de amoras, divinos figos...
Lumes serenos espargem a vela...

O coração humano Jesus degela...
Criador e criatura se abraçam amigos...
Berço de palha e de ouro, nada ambíguos...
O Natal é para todos, Jesus revela...

Soneto amoroso e simples, como deveria
ser a natividade do pobrezinho rebento...
Coração humilde ao céu se arrebataria...

Cândida paz nos acalanta o pensamento...
Destino de ser esperança, poema, alegria...
Natal são flores presenteadas ao vento...

Essência do Natal

Fé sã,
o Natal

Paz cristã

Manto de luz,
o Natal

Luz e Jesus


Pão e caridade,
o Natal

Toque de santidade


Gloria do amor,
o Natal

Néctar reparador


Esperança em amplidão,
o Natal

Piedade do perdão


Crepúsciulo bonito,
o Natal

Amanhecer bendito


Prece calma,
o Natal

Êxtase d'alma


Mais azul o céu,
o Natal

Mais verde o mar


Mais cheirosa a rosa,
o Natal


Aurora transcedental...
O Natal:
vital sol eternal!