sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Clamando prudência

Banha-nos de prudência,
ó Senhor,
templo descuidado é nosso corpo,
ínfimo tempo a nossa jornada
Carecemos sentir respeito
piedade
valor
Nosso coração é uma casa vazia
Desafiadores da ordem social somos
Ó Senhor, ó Augusto,
derrama prudência em nós!

Meu Deus, nosso Deus,
verte sabedoria,
em nós, que transformamos em campo de batalha
a rua
o lar
o trânsito
a escola
Inunda de paciência nosso ser,
age onde as famílias perderam seus domínios,
livra-nos dessa cultura de morte,
ó meu Deus, nosso Deus,
derrama prudência em nós!

E espalha juízo, ó Altíssimo,
pois nos fizemos reféns de uma nave
sem governo
sem direção
em desatino
em colapso
Volatilizou-se nosso temor como o éter das drogas...
Quantos se lançam em desventuras suicidas...
Outros se fiam na sorte -nada se tem a perder...
Homens soberbos e auto-suficientes: que cinismo!
Ó Sapiência, ó Altíssimo,
derrama prudência em nós!

Ensina a nos cuidar, ó Santíssimo,
porque nos embrenhamos por abismos
fendosos
pontiagudos
escuros
duros
e frios
Os jovens soltam de Tua mão, ó Santíssimo,
e se jogam em queda livre...
Destruindo vidas próprias e alheias...
Retribuindo com lágrimas de saudades àqueles que
carinhosamente lhe trocaram suas fraldas...
Ó Clarividência, ó Esperança, ó Sublime,
derrama prudência em nós!