sexta-feira, 11 de maio de 2012

Soneto floral para mães

Mãe, flor da laranjeira delicada...
Não é rosa de Hiroshima belicosa...
É mulher da força da babosa...
Mãe da face da rosa rosada...

A flor da abóbora é apetitosa...
A menina da flor no cabelo, amada...
Mãe é sempre-viva e animada,
vitória-régia que rege poderosa...

Ó mãe, meu poema é tão pobre,
não traduz teu hálito de hortelã,
tua fragância singela e nobre...

Perfuma o cravo a manhã...
Jardins rescendem, e a mãe nos cobre
de fresco cheiro do rosto na maçã...