segunda-feira, 2 de julho de 2012

Amor de laranja. E solidão de cinza

Sinfônicas e filarmônicas
Afinações desarmônicas

Benfeitorias e filantropias
Agonias e fobias
 
Cerejeiras em flores
 Borboletas sem cores

Fogo com fogo, sol
Luz reluz, farol


De tão triste, morre cedo
De tão tolo, tudo medo


O alimento para a fome
e o desalento de quem não come

Candura
e amargura

O advento
e o desvanecimento

O petiscar
 e o não arriscar
 O desfrutar
 e o desfolhar


O verdejar decerto

 e o vegetar deserto
 

Repartir e partir
Construir e demolir
Juntar e espalhar
Sorrir e lagrimejar

A casa arrumada
e a rima arruinada

Comungar carinho
e caminhar mesquinho

O amor é um sol
-que revela as cores de um atol

Solidão é uma noite
-dentro de uma eterna noite

O amor é o fundamento
A solidão é o findamento