quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vitrines de Natal


O velho Natal de novo...
Nas vitrines, 
nos ciclos alegres, tristes da vida...
Natal do novo, do futuro, do presente...
E do velho passado que me arrasa por dentro!
Lá vem sinos, O Bom Velhinho,
e um Jesus novinho em folha...
As coroas de ramos, os pinhos,
as meias de feltro a aguardar pedidos...
As coisas da infância, lá vem,
e o tempo se cumprindo...
O olhar comprido
-as vitrines de Natal
e bolas, e presépios,
e sonhos de laços...
As famílias nos novos formatos,
e os sem-esperança, e os remediados,
e os miseráveis, e os vigorosos,
e todo vem:
no reflexo do vidro o ser deslumbrado!
Mais as árvores lindas,
e os brilhos que transpassam a alma...
E todos os tormentos da Terra
negligenciados nessa estrela,
nessa vela, nesse menino Jesus de gesso...
nesse show de guirlandas verdes,
douradas, vermelhas, azuis...
E tudo isso melhora o mundo
e espanta a crise das bolsas,
das carteiras, das malas...
Porque é Natal,  alegria,
chegaram cartóes musicais,
o CD com a Noite Feliz,
os anjos, as renas, os piscas...
Lá vem Jesus pobre,  aleluia,
nos doando sua riqueza infinita...
Em forros de mesa, em panos de prato,
em almofadas natalinas,
uma certeza:
o velho Natal conserta tudo, 
com seu amor,
o novo, o velho, sempre o mesmo amor,
aleluia... alegria...