terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Natal taí

As labutas nos cansam...
Suga-nos o trabalho...
Tantas são as nossas necessidades,
altas as contas das nossas sobrevivência,
altíssimas as contas das nossas vaidades...
E limitados os recursos,
pequenino o planeta,
grandiosas nossas ambições...
mas o Natal taí:

-renascimento, aprimoramento

E o estresse das disputas:
a vaga para o emprego,
a vaga para o estacionamento,
a falta de vaga para a consulta,
os pássaros concorrendo a uma vaga no fio elétrico...
A escola, a fila do banco, o banco da praça,
as ruas, o mundo: gente, gente,estresse
Mas o Natal taí:

-paz, harmonia

Multidões em busca de 
veste, abrigo, comida
e dinheiro:
a água, a luz, o telefone, o gás
Nós buscamos as mesmas coisas:
a felicidade, um teto, um computador, um sapato...
E um celular, claro, e um carro, um passaporte, um relógio...
E tudo é fadiga e loucura...
Mas o Natal taí:

-esperança, força!

Nossas lutas sem fim,
as faxinas em ciclos, a fome com hora marcada,
o trânsito, o supermercado, o trabalho...
sob sol e chuva
sob chuva e sol
E os compromissos, as tarefas, as obrigações...
sob o tempo
implacável, galopante, fugidio, insuficiente...
Mas o Natal taí:

lindo e brilhante!