sábado, 31 de agosto de 2013

Onde está o Natal?

No amor capenga
Na esperança caduca
Na piedade que se desprende do coração...

No domínio da fúria
Na supressão das crises
Na nulidade das guerras...

Na depressão vencida
Na reviravolta do esmorecimento
No sonho que impulsiona...

Na espiritualidade mais profunda
Na sensibilidade mais delicada
No orgulho mais derrocado...

Na angélica cantata
Na delícia da fruta
Na cicatriz do perdão...

No colo de Maria
No conselho de José
Na coragem de Jesus...

Num fio de esperança
Num filete de caridade
Num grão de cristandade...

 No brinquedo doado
No pão repartido
Na palavra acudidora...

Na alegria do jovem
No poder do humilde
No saber do centenário...


 aí está o Natal!
 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O pior poema de Natal do mundo

Feliz Natal, antes que... 
a última baleia, capturada

Feliz Natal, antes que...
 a Terra em Marte

Feliz Natal, antes que...
o vinho em vinagre

Feliz Natal, antes que...
tarde/arde

Feliz Natal, antes que...
tudo infecundo

Feliz Natal, antes que...
insustentável a nave

Feliz Natal, antes que...
se desista dos homens

Feliz Natal, antes que...
o tempo se canse

Feliz Natal, antes que...
a transgenia nos mate!
 
  

domingo, 25 de agosto de 2013

O que servir na ceia de Natal?

Coração frio, sem arrependimento...
Servir-lhe-ei sensibilidade

Águas radioativas, ácidas, coliformizadas...
Servir-lhe-ei pureza

Barbáries em Ruanda, Armênia, Auschwitz...
Servir-lhe-ei piedade

Mutilar-se com drogas lícitas, ilícitas...
Servir-lhe-ei ciência

Sugar todo o néctar, desfalecendo as flores...
Servir-lhe-ei consciência

Achar-se maior, anulando o próximo...
Servir-lhe-ei humildade

Condenar o corpo à mortal inércia...
Servir-lhe-ei ânimo

Aceitar passivo a cultura  vil...
Servir-lhe-ei novidades

Hedionda violência, se alimentar de seres...
Servir-lhe-ei uma horta


 

Presentes de Natal


Com fadiga é que se colhe os frutos...
Dar-lhe-ei o cansaço

Na distância, o agradecimento...
Dar-lhe-ei a solidão

O pântano submerge a morada...
Dar-lhe-ei a dúvida

Pela paz vem a inspiração...
Dar-lhe-ei o silêncio

Das chagas, as dores e lágrimas...
Dar-lhe-ei o perdão

Rugas revelam sabedoria...
Dar-lhe-ei o tempo

Dos muros arruinados, a liberdade...
Dar-lhe-ei o combate

Revigorado depois da queda...
Dar-lhe-ei o obstáculo

Cintila a luz depois da noite...
Dar-lhe-ei o medo

Não chores, Deus contigo...
Dar-lhe-ei a mãe 
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O que vestir no Natal?

Transgênicos eclodem
em mioma letal...
Indústrias torturam
indefeso animal...

A criança faminta:
o solo é só sal...
A África sucumbe
à peste viral...

A natureza vendida
 ao inter-capital...
O ar é rarefeito,
o alimento é frugal

A mão é corrupta 
no Congresso Nacional
A consciência falida...
Estadual, Municipal

A revolução impedida
-inércia individual
Os fiéis nas igrejas...
fiéis ao material

A água é radioativa,
e lixo já é sideral... 
E aqui eu pensando...
o que vestir no Natal?


Sinos

Sinos são melodiosas mensagens...

Sinos são magistrais partituras...

Sinos, encantadas baladas...

Sinos, dóceis instrumentos...

Sinos, mantra e energia...

Sinos integram a história...

Sinos convidam ao culto...

Sinos proclamam as novidades...

Sinos embalam as trajetórias...

Sinos no regozijo e na consternação...

Sinos no princípio e no passamento...

Notificam o fim das guerras, os sinos...

Cantam aleluias, os sinos...

Chamam-nos para a adoração, os sinos...

Cativam-nos para a sublimidade, os sinos...

Sinos que moram nos campanários...

Sinos às portas das casas...

Sinos resguardados na memória...

Sinos abarcados no coração...

Sinos que nos atraem, de longe...

Sinos que não perdem a hora...

Anúncio e júbilo (os sinos)

Embaixador do Céu (os sinos)

Sinos que amém dizem aos anjos...

Sinos que bradam por paz... 

Sinos que se dobram ao Cordeiro...

Sinos são músicas expressivas!

Sinos são bronzes excelsos!

Sinos são presságios d'esperança...

Sinos são Natais vibrando...
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ser cristão...

Ser cristão...
Abraçar a causa nobre
Avareza, não!

Estar atento ao outro:
um mínimo de atenção...
Ser cristão,

abrir o coração...
Erradicar de lá o perdão, 
meu irmão! 

Compreender que a dor,
senda de elevação..
Nossa missão

de cristão é o amor
-sem distinção
(sê canção)

"Porque sempre se pode
botar mais água
no feijão"...

Ser cristão,

dominar a vaidade,
rompendo co'a perfeição...
Aí então,

valeu a cruz,
a coroa de espinhos,
e da Montanha, o Sermão

Ser cristão...

ofereço este poema singelo para a educadora, colega e amiga, Estelita Carlota

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quem é Jesus? (poema número sete)

Aquele, que amor volatiliza...
Aquele, que amor desabrocha...
Aquele, que amor recende...

Do amor triunfante,
Jesus é aquele...

do amor, do amor, do amor!

Jesus aquele, da face de amor...
Aquele, da arte do amor...
Aqueles olhos vivos de amor...
Impressionante sentença de amor...

Jesus é aquele...
da paixão pelo amor
Paz e luz -do amor
Magia e encanto -do amor
Poder e força -do amor
Erguidora mão -de amor
Lema e bandeira - de amor...

Jesus é aquele...
do amor-ninho
do amor-subsistência
do amor-canção
do amor-antígeno
do amor anti-ódio
do amor anti-míssil

Jesus é aquele armado
de amor

Aquele do brado ríspido
mas de amor

Sermão áspero
com amor

O que perdura
pelo amor

Perseguido e morto
por seu amor

 Séculos desafia
(amor e amor)

Escreve histórias
(de amor)

Refaz a história
(com seu amor)

Sacode e vibra
(seu amor)

Revolução, enfim,
eis o amor!

domingo, 4 de agosto de 2013

Quem é Jesus? (poema número seis)

Aquele, que guia o sol...

Aquele, que inspira as harpas...

Aquele, das proezas fantásticas...

O rio seco em manancial,
as trevas em alva...

Cessa as tormentas,
verdeia as veredas...

Aquele, da palavra vivificadora...

Aquele, dos sábios preceitos...

Esperança que se cumpre,
escudo e refúgio...

Aquele, a quem os servos estimam...

Quem é Jesus? (poema número cinco)

É aquele, do toque de cura...

Aquele, que optou ' manjedoura...

Aquele, a quem seguiu a estrela...

Aquele, que mareja olhos...

Aquele, do incenso, mirra...

Aquele, da trivial fisionomia...

Aquele, da incomum coragem...

Aquele, que desafiou a tirania...

Este, que combateu a opressão...

O que olhou para o não percebido...

O que enxergou os sem-amparo...

Avistou os sem-teto, os sem-chão...

Aquele que fez do amor lema...

E justiça constituiu missão...

Aquele, que assumiu e cumpriu...

Aquele, Este, que aqui 'inda está...

Quem é Jesus? (poema número quatro)

Aquele da voz de trovão, e severo...

Aquele dos passos destemidos...

Aquele da presença notável...

Aquele da honra, dignidade, justiça...

Aquele da pele sulcada de  intempéries...

Aquele do cabelo -nem se importava...

Aquele homem de poucas palavras:

ferinas e denunciadoras palavras...

Aquele homem dos grandes feitos...

Aquele homem detentor da história...

O que cai, e mais forte se ergue...

O que perdoa, e nos restitui o brio...

Quem é Jesus? (poema número três)

Aquele que é o leme do barco...

A direção do vento, o norte da bússola...

Aquele a que o tempo pertence...

Aquele, que mares abre,

ou avulta o que era escasso...

Aquele que manipula os destinos...

Aquele que descomplica sendas,

retira as pedras das veredas...

Aquele que doura o sol,

que prateia a lua...

Aquele que, sem espadas...

Aquele que, por amor...

sábado, 3 de agosto de 2013

Quem é Jesus? (poema número dois)

Aquele que investe em nós,
persistente...

Do perdão infalível:
setenta vezes sete

Aquele que tudo compreende
e ensina...

Derrotado na cruz
se ergue rei...

Machucado pela injúria,
'inda sereno...

Nasceu esperança
e morreu luz...

Filosofia profunda
que adentra o tempo...

Revela o atalho
ao Céu, teu amor...

Quem é Jesus?

É aquele que quando toca
as rosas se abrem

É aquele que é justo
no tribunal celeste

Oferta a liberdade
e morre por ela

É aquele que é rei
e compartilha a riqueza

É aquele que é Deus
e partilha o poder

É aquele que é sol
e distribui luz

É aquele que é amor puro,
que compadece e age

É aquele que é eterno...
e até hoje inspira
 

Muitos temeram a Cristo

Muitos temeram a Estrela,
que indicava algo novo...

Muitos temeram a Cristo,
e seu poder uno...

Muitos temeram um Menino
que iluminado era...

E iluminador, e bom, e santo,
e casto, íntegro, ético...

Muitos temeram a Cristo, 
e a grandeza dos humildes...

Muitos temeram por Cristo,
e a força dos fracos...

Muitos invejaram a Cristo,
que não invejara ninguém...

E correntes quebrara
e o vil perdoara, esse Jesus...

que era um Deus na Terra,
da verdade, do esclarecimento...

Suas profecias,
e quantos tremeram...

O Cristo das sandálias gastas,
das grandes jornadas...

Levantaria os mortos,
homem da áurea clareada...

O amor revoluciona,
e por isso temeram!

O Natal está morrendo

A cada boa intenção guardada
morre o Natal

A cada dor não consolada,
morre o Natal

A cada mão cerrada
A cada tolerância esgotada...

E a cada riqueza acumulada
E a cada casa fechada...

A cada pão mofado,
morre o Natal

A cada perdão negado...
A cada passo desentusiasmado...

A cada olhar esfriado
A cada chamamento renunciado...

E a  cada princípio ético quebrado
E a cada presépio desfragmentado,

morre o Natal...

Pensando o Natal

"O papel do Natal é abrir o coração"

"O ano espera pelo Natal"

"O Natal nos devolve a nobreza"

"O Natal é uma vitória que já nasce pronta"

"Éramos órfãos, mas o Natal nos adotou"

"Mais lindo que o Natal? Não me lembro..."

"Se o Natal fosse árvore; os frutos doces..."

"O Natal ensina, inspira, exemplifica"

"O Natal nos lapida"

"O Natal é um eterno recomeço..."
 

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Natal nos dá Jesus

O Natal nos une nas lutas
(o amor)

O Natal nos entusiasma
(a vida plena)

O Natal nos ilumina
(a decisão de ser cristão)

O Natal nos impressiona
(o presépio)

O Natal nos emociona
(e a fé cura)

O Natal nos confere poder
(de reluzir humildade)

O Natal nos dá uma flor
(graciosa)

O Natal nos dá Maria
(nossa gratidão)

O Natal nos dá José
(mais gratidão)

O Natal nos dá Jesus
(aleluia!)
 

Isso é Natal

O rico olhando pro pobre
O pobre olhando pro pobre
O olhar de Jesus ao pecador...

A anti-crise humanitária
A era humanística
O tempo do humanismo...

Simplicidade em alta
A revolução do bom
A evolução do bem...

A virada de mesa
Esperança rediviva
O esteio do Pai...

A virtude da Mãe
Devoção dos Magos
 e um Salvador real,

isso é Natal!

Pequena oração de Natal

Que um mendigo encontre 
em mim, um irmão...

Que um vizinho faminto
e eu, dando pão...

Que a criança órfã,
não 'dianta só compaixão...

Que a miséria, a doença,
necessitam ação...

Arregaçando as mangas,
utilizando emoção...

Que caia o drogado,
pra lhe erguer minha mão...

Que especial seja a noite,
da linda canção...

que realmente o amor,
em cada coração...

Poeminha leve e solto, de Natal

Brilha a estrela, 
desce o céu:
o Rebento que vem,
servo da justiça...

Eu tenho um sonho,
muitos o tem:
a Luz do Menino
 paz espargindo...

Eu tenho uma ideia
fixa e persistente:
  da janela contemplar
a lua sem grades...

A confiança do anjo
escolta meus passos:
realidades mutáveis,
homens redimidos...

Eu tenho, tu tens,
mas não manifestamos:
a gratidão a Cristino, 
na cruz tão sozinho...

Conselhos para o Natal

Na calma -Natal, todo ano
No amor raro -mas sobrevivente
Na esperança -fonte de sentido
Na fraternidade -degrau da evolução
Na nostalgia -coisa do tempo
Na oração -ternura purificada
Na união -alegria pacificada
Na fé -perspectiva de eternidade
No perdão -leveza da cura
Na alegria -Cristo entre nós!