segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Natal e esperança

Bebês de drogados
na rua sem mingau...
Dar-lhes cuidado:
isso é Natal!

Natal e atualidade

Passar Natal no face
pra fugir do caos da rua...
Sem beijo na face,
sem brilho de lua... 

Natal e infância

Sinfonia de talheres,
humanos em sinergia...
Simples assim:
Natal, magia...

Natal e frustração

Saiu pelo ralo
o sacrifício da cruz:
Natal na balada
amor não traduz...

Natal e estrela-guia

Todo o céu submisso
à vontade do Pai,
esperando a ordem:
"guiai, guiai..."

Natal e cimento

Do homem de concreto
quebrantar o coração...
A broca de Jesus
é de perdão

Natal, madeira e palha

Madeira na gruta,
palha na manjedoura
A humildade é joia:
tudo doura...

domingo, 29 de setembro de 2013

Natal e fogo

O Natal de Jesus 
necessita
E a vela, da luz
bonita

Natal e mar


Marejam os olhos
ondas que vem...
Azuis de Abrolhos
Natais lá vem...

Natal e flor

Se a flor não desabrocha
e o Natal não blém blém...
O poema brocha
e júbilo não vem

Natal e perdão

Se o abraço franco
não for descolado,
adie o Natal
para o ano passado

Natal e money

Roncar com
mais sossego:
pintando o Natal,
e o emprego

Natal e peru


A estrela fosforesceu,
Jesus nasceu...
Quem pagou o pato
jaz no seu prato

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nomes para Jesus

O Querubim
(o que reverte o fim)

Pai da Eternidade
(sua perene bondade)

Lírio Bonito
(o que acode o aflito)

Ou Lírio Cheiroso
(ou amoroso)

Anjo Encarnado
(pois pai dedicado)

Mensageiro do Bem
(que a história detém)

O Divino
(por quem dobra o sino)

Luz Dourada
(que guia a passarada)

Amor Veraz
(guardião da paz)

O Campesino
(a singeleza em Cristino)

O Inominável
(do prodígio incontável...)


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Presépios

Mimosos lá vem,
os presepinhos...
Sob as jutas,
ou delicados linhos...

Nas prateleiras,
tão bem acomodados...
Esperando por nossos 
olhos enlevados...

Presépio de gesso,
madeira, metal...
Cada um com sua
graça angelical...

Alegria de vê-los,
ornando setembro...
Na paciência de Jó,
a aguardar dezembro...

São atores da gruta,
comunicando amor...
E o mais ilustre da grota,
o Pacificador...

Os presépios, já à vista
-ou a prazo
É o Lírio mais lindo,
já no vaso...


Lado bom do Natal

O melhor ângulo
do útil Natal,
é o emprego temporário
que gera metal vital...

O lado mais fotogênico
do dia augustal:
criança ganhando beijo
e  brinquedo nacional...

O aspecto que mais toca
na noite providencial,
é coração mais humano,
menos provençal...

Dimensão maior, na noite
do bem anormal,
é esse brilho aprazível,
que vem do castiçal...

A faceta mais linda,
dessa aurora boreal,
é amor que nos altera,
amor de Jesus crucial...


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Laços de Natal

Natais são laços
de aço abraços
confrades em compasso
mesmo passo

Natais dos laços
de presentes
 passados

Sonhos de futuro

Fitas de cetim
pálidas de saudades...

Natais são laços,
nós que se desfazem
revelando encantos...

Natais são laços,
trespasses entrançados
laçando  ciberespaços...

Natal paradoxal

Tá paradoxal esse Natal
em meio às notícias
do telejornal:

cidade esvaziada, 
vazamento amoniacal

O cidadão, que na hora errada...
Mas qual seria a hora ideal?

Piratas em alto-mar
como no medieval...

(Natal paradoxal)

de alimento envenenado
com agrotóxico legal

do real inflacionado
comprando só sonrisal

da educação caindo
Sobe a rede social

Tá paradoxal
esse Natal!

A luz que nos foi herdada
se esvai, como grão no pombal

A cruz, de sangue manchada,
não lhe comove, ó estátua de sal

Se não aprende o homem, 
com seu passado, de canibal

É, tá paradoxal
esse Natal...


Panetone

Quando ressurgem os panetones,
gran' alegria invade...
Gratidão à Milão, Florença,
e pela mão d'algum frade...

Seja salgado, o pão macio,
chocotone, columba pascal...
O "pan di toni" nos traz refrigério:
-de novo e sempre, o Natal!

Eis que ressurge em original
formato: cúpula de igreja...
Fragrância de nostalgia,
sabor licor de cereja...

Não falhes nunca, ó doce pão...
Venhas nas eras, tal Jesus...
Serias símbolo-mor, do Natal,
se não o fosse, o Menino de Luz...


terça-feira, 24 de setembro de 2013

A estrela que guiou

Foram-se os Magos reis
sob prece e canção...
Procuravam, os três,
o Prometido de Abraão...

A estrela que os guiou,
ofuscou lua e sol...
Esse astro que brilhou,
clareou 'té farol...

E a luz se alastrou,
cintilação que os animou...
Serenamente os conduziu,
àquele que lhes sorriu...

A gratidão da gente
ao clarão resplandescente!
Que alumiou o caminho
do iluminado Cristino...

Memorável lâmpada
na celeste abóbada...
Turvada somente,
pela luz do Onipotente...

Regressa, ó estrelinha,
que o comboio descarrila!
Retorna, ò Menino
-a multidão sem tino!

Aonde a Estrela D'alva,
avivadora, alva?
E corações flamantes,
menos duros que diamantes?

Aonde o mar de amor,
que apregoou Jesus? 
Em que raio se dissipou
tão potentíssima luz?

'inda hoje em dia,
diria "sim", Maria?
E a fé de José,
consentiria Javé?

Volta, ó estrela:
já derrete a cera...
Jesus, meu Jesus,
quão amargo o mastruz...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Jesus Cristo versus Papai Noel

Noel do pijama chamativo...
Simples Jesus, sem alarido

Noel da biografia secreta...
Já de Jesus, descoberta

Noel faz ho ho ho...
Jesus, todo tipo de som

Noel do erário colapsável
O pé-de-meia de Deus é sustentável

Papai Noel é de poucos...
Jesus Cristino, de todos!

Papai Noel no shopping é astro...
Mas o Pai do Céu tem mais lastro

Noel na Lapônia hiberna...
Lá vai Jeová: bater perna

Noel é simpático, sim...
Mas Jesus sofreu por mim

Noel explora a rena...
Jesus vai morrendo, de pena

Noel é uma alucinação...
Jesus da Vida é o Pão

Noel nem sempre vem...
Jesus todo ano, amém!

domingo, 22 de setembro de 2013

Indo às pressas pra Belém

Eu vou pra Belém
ver o Menino do bem...

Eu vou pra Belém
na 'sperança, amém!

Bate forte blém blém
novo ânimo vem...

Eu vou pra Belém
-se tu fores também

Salvação perdão consolação
tem!

Energia boa
contém
a manjedoura...

Aquém do além
todo ano tem

blém blém
para todo quem...

Eu vou pra Belém
contemplar Alguém...

Eu vou pra Belém
(o meigo neném!)




Natal que converte

O Natal nos chama a conversão
por esse vinho, por esse pão

O Natal nos chama a conversão:
o amor...para a terrena aflição

O Natal nos chama...
a conversão do orgulho,
em humilde perdão

À cisão nos conclama o Natal:
o trigo do joio,
a água do sal

O Natal nos chama...
A chama da esperança
aclama transformação

O Natal nos chama a conversão
'inda se abre a rosa,
'inda fermenta o pão

O Natal nos chama a conversão
Tão bom servir
abrindo a mão...

À conversão o Natal nos chama...
Dominando a fúria
da alma tirana

O Natal nos chama a conversão
Do cerne bondoso,
é que a revolução...

O Natal nos chama a conversão...
Por esse vinho, por esse pão...



sábado, 21 de setembro de 2013

A vela de Natal

A estrela na Terra
revelada na vela...

Na sombra dela
a esperança dança...

O sonho de novo,
no encanto do fogo...

Anunciando Jesus
toda graça de luz...

Natal hoje em dia

Nesse tempo corrido
de corrida espacial...
Que abraço reprimido,
nessa rede social!

Distância robusta
 um do outro na capital...
Ideia vetusta,
inserção social...

Façanha tecnológica
pro córtex cerebral:
presença psicológica
no verde taquaral...

Alva luz da vigília
pro Cordeiro Pascal...
Fraca, porém, a pilha
-passou batido o Natal!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poeminha de Natal, com título ao final

Cânticos humanos, 
em templo material

com harpas e cítaras,
em tom celestial...

Reacendendo a chama
do amor fraternal

em mimos de cartão,
na rede social...

Ternos seres,
no presépio real

Sonhos eternos...
'inda é lindo o Natal!


Feliz Natal para o bebê!

Ao que regressa, bem-vindo...
Ao lindo sorriso que cessa
as malquerenças da vida...
Que a lida tu venças,
em Jesus, com Jesus...

Benditos teus Natais,
Natais bonitos, infindos...
Alegria e proteção
pela mão de Maria,
que Jesus porta-luz aduz...



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Feliz Natal para o Roberto!

Venturas lhe oferto, Roberto,
certo de que fortunas
Jesus lhe brinda...
Brilha o Natal, seduz...
na luz que reluz Jesus!

Portentosa oferenda de glórias
(milagrosa oferta de vitórias),
as alegrias do Messias...
Feliz Natal multi-cores!
 Multi-flores dos teus amores!



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Feliz Natal para o Pedrinho!

Se pedrinha no teu caminho,
 ó Pedrinho, confies na luz 
bonita que lhe seduz...
Jesus não faz fita,
brilha o Natal ' hematita...

Penhascos não o intimides,
idem, ibidem, fiascos...
A caverna revela o Menino
Cristino, que cancela...
O medo no penedo que lhe amarela!

domingo, 15 de setembro de 2013

Feliz Natal para o Gabriel!

Gabriel, anjo e humano...
Hermano, arcanjo fiel
ao bem que Jesus semeia...
Clarea tua luz zen...
Em Belém, blém blém blém!

Gabriel, é mel teu olhar...
O mar se coloriu de céu
mediante teu cerne indulgente...
E clemente, e rutilante...
Em Belém, blém blém blém!

Feliz Natal para o eletricista!

Ao que nos dá o brilho natalino,
o Menino Cristino lhe dará:
fulgência na escuridade,
felicidade por benemerência...
Jesus se traduz em luz!

Destreza que a chama acende...
Recende a flama da nobreza...
A cidade, tão cintilante...
Tão radiante a humanidade...
Jesus se traduz em luz! 

sábado, 14 de setembro de 2013

Feliz Natal para o vegetariano!

Ao que poupa a vida dos seres:
amam-lhe os congêneres, e a margarida...
Deus contigo, que o benfeitor estima...
Na vindima do amor, Deus amigo...
Ó alma especial, Feliz Natal!

Ternos animais, 'té do presépio...
Presepada nossa, nos cocais...
Perdura o peru, triunfante,
ante o teu menu de verdura...
Ó alma especial, Feliz Natal!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Feliz Natal para o enlutado!

Feliz Natal, meu coração
-na aflição; modo lacrimal...
Da manjedoura vem esperança,
luz de bonança que doura...
Amor-mor, do Senhor...!

Doçura vem todo ano,
 todo humano em releitura...
Do alento, a face 
 em face do Advento...
Do Senhor, mor amor!

Feliz Natal para o pobre!

Cristo andava com o pobre
e o nobre não o aviltava...
Coração gigantesco!
Cavalheiresco, cingia a nação
A canção de Belém bela vem...

Era o leito de palha singelo
de milho amarelo, perfeito...
Ser maior instaura alergia!
Alegria restaura o menor...
E a canção de Belém bela vem...



domingo, 8 de setembro de 2013

Feliz Natal para o usuário de albergue!

Jesus, sem hospedagem;
sem estalagem, os sem-luz...
Venceu o rebento a indigência;
dá clarividência o evento...
Lança esperança o Natal!

Na noite fria o carente,
o caldo quente sorvia...
Ainda protela a bondade,
 que a Natividade desvela...
Lança esperança o Natal!

Feliz Natal para o idoso!


Experiente ser viril,
primaveril literalmente...
Vem mal-ventos somando,
e multiplicando proventos ...
Memoriais os Natais!

Sobrevivente  ancião,
nesse rincão insolente: 
todo vento é arrelia,
novo dia é advento...
Memoriais os Natais!

domingo, 1 de setembro de 2013

Feliz Natal para quem teve um ano ruim!

Pro que fita o chão, a ternura...
Para a clausura, a canção...
Para o sem-luz, a bonança...
Ao sem-esperança, tem luz:
Natal que reluz Jesus! 

Ao da tristeza, sol matinal... 
Pra lida material, só beleza:
berlinda que aflora . Ao ocaso findo:
 presépio lindo, que se aprimora...
Que magistral o Natal!

Onde está o Natal? (poema número dois)

Na rede social
No antigo cartão
No lindo castiçal...

Nos afetos ternos
Nos fraternos enlaces
Nos séculos eternos...

No parto aflito
Na manjedoura real
está o Natal...

No lume da estrela
Na terra luzente
o utópico Natal...