segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Poema amargo de Natal

Fosse o Natal
cantiga ao relento...
Palavra branda
triunfando ao vento

Fosse o Natal 
um quê de sonho:
 mão indulgente
sob nino tristonho...

Pudera o Natal
romper barreiras:
abrir as casas,
liberar videiras...

 Natal solto
em poema, canção...
Simples como 
 sovar um pão

Natal fosse
clarão de luar,
 bandeira de paz
a tremular...

Natal, 
mix de luz, utopia...
Fulgurai,
ó estrela fria!
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