quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Repaginai-me, ó Natal...

Transformai-me, ó Natal...
Minha doçura se dissolveu,
e eu, 
estátua que não creu, de sal...

Nova mulher, assim eu quisera, 
no Natal...
Mas eu, capiau,
de evolução quimera...

Ah, Natal, me põe máscara nova,
que comunique dó...
Eu tô de nó,
recolhida em minha alcova...

'stou fraca, cansada 'stou,
mas 'inda boa intenção...
Me cante sua canção, 
quem sabe eu voo

ó Natal, do meu casulo,
da minha zona de conforto,
pra florir um horto
e ensaiar um pulo...

Venha ó estrela 'vilhosa,
'spalhar coragem em mim,
venha sim,
me fazer botão de rosa...*


*ou bondosa. Ou manga rosa