quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Natal do plantonista

O mundo não para,
o tempo não 'spera...
Louco tudo gira,
nessa 'sfera

Dias e noites,
diferença faz?
Se em hospitais
o Natal jaz...

Jatos ruidosos
que rasgam o céu...
Seus pilotos distantes
das coisas do Céu

Bomba o movimento
na delegacia...
Passou batido,
o Lírio-de-um-dia

No ponto de táxi,
por detrás do volante...
Não se viu Lume
-meteoro radiante

E anexo ao pomposo
arranha-céu...
O que se passa
no homem-ilhéu?

O bombeiro de plantão
salva o suicida,
que a Rosa não avista:
 execrável vida!

Os ossos do ofício,
pião desatinado...
Resta beber
um café encorpado