sábado, 14 de dezembro de 2013

O Natal de Herbert de Souza (Betinho)

Fazer a paz,
fazer as pazes.
Honrar o nome humanidade.
Esconder os ossos à mostra,
com alimento.

Romper o silêncio
(o termo, cidadania).
Juntar os forças, remendar os trapos.
Reencontrar o Brasil
em comitês pela vida.

Quebrar correntes do egoísmo,
formar novos elos.
Não uma cadeia de argolas de ferro,
mas um encadeamento 
de sonhos inflamados...

À revolução, sem perder a ternura...

Crer, crer e fazer.
Com simplicidade, sem rodeios.
Armar-se, amar com palavras.
Desfazer o engano de que
nós não podemos...

Crer, crer, marchar!
Para que os pratos vazios nunca mais
reflitam olhos esbugalhados...
Para que o Brasil, seus Natais
de vergonha, nunca,
nunca mais!