sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Amigas arrependidas (número três)

Não reluz o poema esperança,
nem traduz o termo conforto...
O soneto já nasce morto,
e sonolento avança...

Rumo ao mar que não balança,
tanto sal, é Mar Morto...
O coração é um galho torto,
mas noutro, não trança...

Ó amiga, perdeste teu tempo
em lançar tua rede
em vago vento...

Águas balsâmicas, bebas,
noutro passatempo...
Uma pedra, por mim, sejas...