sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Amigas arrependidas (número quatro)

Vá soneto, inversamente,
na senda da esperança...
Posto que o sol não se cansa,
entristecer o poente...

Saudades, eterna aliança,
uniu o sonho e a corrente...
Plantou na seca a semente,
pôs barco em bonança...

A amiga me desculpando
o canto tão frio...
É que a poetisa chorando

nostalgia, um rio...
A lua minguando:
mais um poema sem brio!