sábado, 18 de janeiro de 2014

Apagão

Hoje, nenhuma luz
baixou sobre mim...
Nenhum clarão no fim
do túnel reluz...

O poema de hoje traduz
o início do fim...
Sempre adiado, enfim,
mais um ano-luz...

De rosa regada de pranto,
de diáfana alegria,
de pássaro sem canto...

Poema sem magia,
isento de espanto...
Oh, Arcádia arredia!