sábado, 11 de janeiro de 2014

Meu Museu

Os fios da tua lembrança,
do teu rastro, do teu cabelo...
Restou tanto, após perdê-lo,
só não restou esperança...

Recordar um passo de dança,
ater-se em cartas, até num selo...
Que nessas coisas eu posso vê-lo,
no meu museu de desesperança...

Do teu amor imperdível,
juntei todos os cacos,
montando templo intangível

de sonhos, poemas, retratos...
Teu traço, já quase ilegível,
em papéis preciosos, opacos...