quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Amigas arrependidas (número um)

Tu, que já rendeste ao amor...
Vens agora buscar no poema,
antídoto para o problema,
tua, nossa crônica dor...

Endereço errado, minha flor...
A mesma dor de Iracema
acomete também Jurema...
E o poema é um devedor:

do bálsamo perfumado,
da palavra confortante,
do ferimento suturado...

Mas há uma luz possante:
um milênio passado,
restará só o diamante...