quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Na saudade (número nove)

Meio a nevoeiro, eis que vem...
Espectro etéreo, imaterial...
Breves brumas (odor floral)
Beijar-me, ele vem bem...

Além do sonho, num trem,
meio a febre viral, vendaval...
Desvairado tino, surreal...
Airado verso, blém blém!

Rutilasse aqui o meu bem...
Cintilante luz boreal!
 Lume grácil de cem

mil lamparinas cristal...
Vida, poema, de alguém
delinearia eu normal...