quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Na saudade (número oito)

A saudade é uma sombra,
grudada em minh'alma...
Da minha mão, da palma,
eu dispensei Holambra...

Afável jasmim-sombra,
irradiador de calma...
Segue o corpo, sem alma...
Ruma o poema: solombra...

Abster-me-ei do sorriso
distante do meu amor...
A Rosa sem seu Narciso,

chafurdará na dor...
Sem um néctar de siso,
vaga abelha sem flor...