sábado, 11 de janeiro de 2014

Não sei se quero te esquecer

Estas águas movem o moinho,
estes tempos giram catavento...
O crucial grão do provimento,
e para a rosa, o seu espinho...

Uvas perfeitas para o vinho,
e para o pão, bom fermento...
Dar ao poema, o lamento,
e ao ar, seu torvelinho...

Retirar as curvas dum rio,
os namorados, dos mirantes...
Arrancar da vida o brio,

e Quixote, de Cervantes...
Privar dos olhos, o brilho:
do sol, dos diamantes...