quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O que leva alguém a correr atrás da bola?

É o vento ao rosto.
É a relva roçando pele.
É o trote do cavalo livre,
e o sol cavalgando junto.
Quiçá a chuva, a neve,
mas a natureza no homem.
Eu vejo o ativo, não o
passivo da arquibancada.
Eu vejo a graça do movimento,
tal as ondas do mar...
Eu vejo a massagem do solo
nos pés carentes de nuvens...
Eu vejo campos viçosos 
brotando gazelas alegres...
Eu vejo a criança ingênua,
gargalhando aos saltos...
Eu vejo o vôo-pássaro,
e é natural e belo.

POEMAS SOBRE ARREPENDIMENTOS NO AMOR, SAUDADES E LAMENTOS

O porque da saudade


Não em vão, a saudade...
Vem por modo especial...
O bom caráter, ideal...
O dinheiro, na verdade,

quem falou em bestidade?
Se o momento mais legal,
o passeio no florestal...
Não em vão, a saudade...

Vem nas coisas singelas,
seja no barro das tigelas,
no feijão dessas panelas...

Foram palavras sinceras
e histórias significantes...
Ao peso dos elefantes!


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Passada

No tempo, a lembrança,
rutila cada vez mais viva...
É como velha locomotiva,
ouro antigo em balança...

 Nenhuma era deforma
uma face especialmente...
Pois o amor é clemente,
e na mente ele adorna

um altar de recordação...
O que aquece o coração?
 Um lampejo de beijo,

memórias d'um queijo,
biscoitin' de São João...
E mais qualquer violão

Miragem

O medo me visitou a noite...
Sem lua, ai que pavor!
Nunca mais ver meu amor
-me golpeou como açoite...

Pânico no ar, bem assim...
Tirar meu amor de mim...
Síndrome, pane, trauma!
Sobrevivesse minh'alma...

O real me bate em cheio...
Sob plena luz ao meio-
dia, eis que vem:

sombra altiva de quem
me assombra saudade...
Eterna febre que arde...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Gratidão

Agradecida, eterno amor...
Ter conferido graça a flor...
O celeste lindo ao céu...
O dócil ouro ao mel...

Fantasia, fotografia:
pro poema, pro cinema...
A arte para a tela,
paisagem pra janela...

Gratidão pelos dias
fizeste mais especiais...
Ricas alegorias,

em sonhos reais...
Eterna agradecidas,
ternuras gerais...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Aceitação

Sim, o início do fim, aceitarei...
Resignar-me-ei 
e o deixarei partir, afinal
(mas só depois do Natal)

Enquanto há vida,
pinga esperança...
Que teimosa criança,
toda mulher atrevida!

Esquema perfeito 
de rima, nem ligo...
Se o ar rarefeito,

seus passos não sigo...
Não, ainda não preparada...
Aceitação? Que nada!

De vez

Dá-me amor desenganado,
dá-me um adeus definitivo...
Pretérito imperfeito subjuntivo:
dá-me um tivesse amado...

Fala-me no fim de mandado,
e sentimento não redivivo...
Grita-me um não altivo,
ser enfim, assimilado...

Desesperar a esperança,
esquecer o inesquecível...
Água na chama, lança,

"não te amo" iniludível...
Vespa sem asa não dança,
no baile do real factível...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Adiamento

Amor antigo sem futuro,
pomba da paz liberta: vá...
Árvore fruto algum dará...
Berlim velha e seu muro

intransponível e duro!
Amor, a Glória me volverá:
Canto mais belo de carcará...
Das doçuras, mel mais puro...

Vá, meu querubim,
permitirei, eu juro...
Mas não tão longe de mim...

Pra que tão veloz assim?
O esquema do tempo eu furo:
comigo, meu curumim...