sábado, 28 de junho de 2014

O que leva a seleção da Costa Rica de 2014 a correr atrás da bola?


O poder de Maomé
A inteligência de Newton...

A coragem de Jesus
A consciência de Freud...

A inspiração de Homero
A sorte de Colombo...

A habilidade de Michelangelo
A genialidade de Beethoven...

A persistência de Mandela
A bravura de Gengis Khan...

Sob a égide dos índios
primitivos das Américas...

que guardaram essas terras
e não venderam as riquezas...

Sob o espírito dos homens
de bem que hoje habitam

as Américas repletas
de heróis equivocados...

Sob a graça, sob o ânimo
e sob boa a intenção,

vão os guerreiros costa-
riquenhos, ricos de

astúcia e brasa...
Levantar a bandeira

do orgulho...E da paz,
isenta de sangue!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O que levou a seleção de Costa do Marfim de 2014 a correr atrás da bola?

Os dramas, as fatali-
dades, as comoções!

Costa do Marfim,
vivendo loucamente

(em cinco dias!)
mil emoções...

Foi um técnico, frustrado,
que se demitiu...

Um irmão de dois irmãos
que de câncer, sucumbiu...

Foi um pênalti, 
finzim' de jogo...

Pareceu, o mundo caiu!
Em prantos, a delegação

da Côte d'Ivoire
chorosa, partiu...

Partindo o meu coração,
que em francês não traduziu...

Esse time, troféu simpatia,
que minh'alma abduziu...

São guerreiros que choraram
tal meninos, solo Brasil...

Nossa piedade, nosso carinho
a farda verde-laranja
                     (o ritmo caiu)

Das gregas tragédias, 
apesar, sorriu... 

E pra luta partiu...
Mas pras oitavas

mais uma vez, man'África, 
não prosseguiu...

Mas assim é a vida,
feita de sonho...

De sonhoestrela,
que um dia luziu...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O que levou a seleção do Irã de 2014 a correr atrás da bola?

Não, o poema
não quer lamúrias...

Não, o poema 
não quer as sombras...

Os persas amargos,
o poema não quer...

O poema quer as
glórias, os grandes feitos...

Os heróis querem
poemas, e as grandes coisas...

O poema quer a rosa,
e o cantopássaro...

O poema quer a paz,
e a doce lembrança:

era copa de 98,
e ódio-tempo:

o Grande Satã
e os eleitos de Alá

(leia-se EUA e Irã),
arqui-inimigos...

Todo mundo apreensivo,
pois os bonitos,

iriam se confrontar
na segunda rodada!

O leitor, será que crerá
no milagre da pomba

pueril e livre,
feliz nos ares?

Crerá (será) o leitor,
nas flores ofertadas

da Ásia
à América?

Nos apertos das mãos,
nos abraços fraternos,

cristãos e muçulmanos,
se fiaria o leitor?

Nas fotos que uniram
dois brasões adversos,

duas bandeiras hostis,
dois rancores em flâmulas?

Imaginarias tu,
que esse sonho, futebol,

servindo chás aos Xás,
gestos de humildade?

Essa arte de amansar
as espécies contrárias,

seu gesto de apaziguar
as guerras em campos,

afiançaria
o leitor,

bola travando acordos
de paz e nucleares?

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O que levou a seleção da Bósnia-Herzegovina de 2014 a correr atrás da bola?

Cicatrizes profundas,
feridas nas guerras...

Malditas bombas,
que destroçaram sonhos !

Choraram crianças,
e os homens choraram...

Cidades queimaram,
tal um Vesúvio ativo...

A rosa era negra,
e era Hiroshima...

Os povos eram mágoas,
e não se entendiam...

As religiões várias,
paz não selavam...

As etnias várias,
que se isolavam...

Os governos vários,
que se mordiam...

Mas vem o futebol,
secando as feridas físicas...

Vem o futebol,
pra unir bosníacos,

e sérvios, e croatas,
cristãos, muçulmanos...

Vem o futebol,
vem a esperança...

Vem erguer a cabeça,
reconstruir os lares...

E a possibilidade,
restaurar o mundo...

Encerrar as guerras,
unir os povos...

Nas mãos que se dão
nas praças repletas:

são crenças, cores,
línguas, humanidades...

Vem seleção nacional,
vem torcida fanática...

Vem o futebol,
quem sabe a paz vem......

O que levou a seleção de Honduras de 2014 a correr atrás da bola?

O torcedor que olha
desdenhosamente

a seleção de Honduras,

honestamente,

do futebol ruim,

-que o passado desmente:

Duas competições oficiais,

e Honduras,
                 (não crê a mente)

eliminou o Brasil,

ó minha gente!

O poema se recusa

a falar do presente,

olhemos o passado,

mais benevolente...

Pelo lado mais fraco,
obviamente...


Então, 


foi um pan-americano

e uma copa América
                      (oxente!)

Los Catrachos despacharam

os brazucas
                   (valentemente)

Cavalo azarão

que, copiosamente,

vexou o Brasil,

la bicolor serpente!

terça-feira, 24 de junho de 2014

O que levou a seleção da Austrália de 2014 a correr atrás da bola?

Correr, saltar
feito cangurus...

Jogar bem...
o bumerangue

Em nome da força
dos aborígenes...

Vestir a camisa,
se achar canarinho...

Com seus sooterros
bem humorados...

Da terra do
tão, tão distante...

Derrotados, mas
orgulhosos...

Cabisbaixos,
nem pensar!

Austrália foi grande,
um continente

de garra, de energia,
de vontade...

Mares de empolgação,
desertos de apatia...

Lição de vida,
valeu, guerreiros!

O que leva a seleção do Brasil de 2014 a correr atrás da bola?

Mescla de sentimentos,
vem do povo...

Desse povo o sorriso,
e a mágoa...

Do povo que ganha,
e que perde...

Do povo que labuta,
e é burlado...

Atrás da bola,
e dos sonhos...

No país em convulsão,
em debate...

A seleção que trota
com graça e garra

corre atrás do resgate,
nossa alegria...

Da paixão da bola,
ressarcimento...

Do orgulho da pátria,
o reembolso...

Correr atrás da bola,
trazer de volta...

os muros coloridos,
festa em família...

A moçada reunida,
às antigas:

era festa, era brilho,
e era brio...

Correr atrás da bola,
atrás de honra...

'volver o respeito,
com raça correr...

O que leva a seleção da Argentina de 2014 a correr atrás da bola?

Ser  Garrincha
e sua ginga...

Ser  Pelé
seu Maradona...

Ser craque,
como o inimigo...

Eles só sabem
alfajores...

Suar atrás
da brazuca

pro Júlio César
agarrar

o chutinho
do Messi...

(enquanto  dança tango
o orangotango)

O que leva a seleção de Portugal de 2014 a correr atrás da bola?

O que quer os portuga:
superar os brazuca...

Gritar "golo",
a terra do galo...

Comer aletria
após a alegria

do empate co'o Brasil,
o Cristiano nem viu

o cheiro da bola,
o sabor da bala...

O que quer o brazuca,
uma piada de portuga...

O que quer o português,
dançar o vira outra vez...

No campo levar um baile
Do Neymar, um balé...

Melhor comer bacalhau,
após a partida sem sal...

Ou beber vinho tinto,
depois de levar tinta...

Ele cai no pastel de Belém,
(convém que eu vá também)

Ouvir o fado enfadonho
e esperar Copa que vem,

um time que o meu supere...
Perdoe, a verdade fere

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O que levou a seleção da Espanha de 2014 a correr atrás da bola?

Foi falta de damascos
e energia...

Foi castigo dos deuses:
as touradas...

Foi uma crise 
de força de vontade...

Foi tudo alto:
o salto, a estima...

Foi uma coisa assim, 
vai saber...

Incrédulo como o raio,
duas vezes...

A "fúria" espanhola
não deu medo...

Valeu só a paella,
regada à sangria;

e o sensual flamenco,
e as castanholas...

O que levou a seleção de Camarões de 2014 a correr atrás da bola?


Servir-nos:
frito, assado...

Ao bafo, ao molho,
camarão empanado...

São os camarões
bancando a festa...

Os crustáceos,
saco de pancada!

Esse povo alegre,
não merecia...

na rede sem bola, 
ser capturado!

domingo, 22 de junho de 2014

O que leva a seleção de Gana de 2014 a correr atrás da bola?


A gana
de Gana...

A garra
de Gana...

Que garras,
de Gana...

Brava Gana,
abelha-africana...

Essa Gana,
tão bacana:

não patina 
na banana...

Time que roda
a baiana,

a Gana,
que não faz chicana...

Na bela bandana
da don'Ana,

a negra estrela,
dileta mana...

Espartana
à paisana,

reina Gana
soberana!

Mas na doçura...
da cana-caiana

sábado, 21 de junho de 2014

O que leva a seleção dos Estados Unidos de 2014 a correr atrás da bola?

Não desconfies, ó leitor,
do poema puxador...

Logo os Estados Unidos,
seriam amigos?

Com seu imperialismo político;
nacionalismo característico...

Sua histórica dominância,
sua pretensa fraternância...

Por que então o poema,
qual seria a estratagema?

Mas a rima vem da rosa,
dessa vez não belicosa...

Que vem do jogo limpo,
jogava-se no Olimpo...

Na jogada respeitada,
nenhuma dura entrada...

Não se simula de morto,
o olho não olha torto...

É o futebol pueril,
limpo no céu de abril...

No pênalti não cavado,
que poderia sabotado...

É quase ingenuidade,
beirando à amizade...

É jóia rara a lealdade,
nessa atividade...

Aproveitando espaço,
pra lançar meu laço:

a cultura do Tio Sam,
alegra noite e manhã...

No teatro, música,
cinema e dança:

a nossa alma se deleita,
até descansa...

Artes belas cores
boreais...

E um fair play,
além do mais...

O que leva o rapaz pobre a correr atrás da bola?

É o mesmo o que leva um homem
a madrugar às quatro...

É o mesmo o que leva um arrimo
de família, suas lutas...

É o mesmo o que leva um filho:
seus pais, suas carências...

É o mesmo o que leva o outro,
posto que, bola e sustento...

É o mesmo o que leva um bicho,
pelejar pelo alimento...

É o mesmo que pra longe
leva a penúria...

É o mesmo o que leva,
e que traz o vento...

É o mesmo o que leva
a brisa leve...

É o mesmo o que leva um homem:
sua honra, seu nome...

É o mesmo o que leva o menino
ou o gigante,

voar pelos campos...
Ninguém duvide!

O que leva uns jogadores a correrem, mais que outros, atrás da bola?

É certo que o sol
pra todos nasce...

E o prateado da lua,
e a flor delicadeza...

É certo que todos,
filhos do Rei;

e que a natureza,
seus doces frutos...

Mas há uns que almejam
brilhar o sol;

uns que cobiçam
o poder do papado...

Nascendo os heróis
das luzentes arenas...

São gladiadores,
seduzir coliseus...

O jogador de futebol,
bota suor no sonho...

O craque de futebol,
na chuteira, a raça...

Homem nascido do pó,
retornará a ele...

Enquanto porém vivente,
as nuvens em naves...

Enquanto 'inda vivente,
os céus, sem limite...

Enquanto resistente,
dos guris, alegria...

Correr sagazmente,
o sangue nas veias...

Enquanto firmemente;
e quando firmamento,

realizar proezas 
inimagináveis!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O que leva o jogador de futebol sul-americano a correr atrás da bola?


Um tanto de manha,
outro tanto de marra

O jogo de cena,
O jogo de corpo

Se colar, colou
É do esperto, o mundo...

Jeitinho especial,
que é nossa cara...

domingo, 15 de junho de 2014

O que leva o jogador brasileiro a correr atrás da bola?

Perpetuar a lenda
(samba, futebol e mulher)

Eternizar a história,
imortalizar a idéia

de que menino do Brasil
(samba, futebol e cerveja)

nascido pra bola
(praia, carnaval)

E bumba-meu-boi
e as festas de junho,

dezembro e fevereiro...
Espalhar essa ideia,

da escola pela bola...
(Olinda, Parintins)

Da biblioteca pela rua;
da família pela turma...

Espalhar essa falácia,
(FIFA, CBF)

de que ginga de craque
o morro desce

(frevo, carimbó)
Do cérebro pelo corpo;

da razão pela emoção
(sangue-latinidade)

Contar essa fábula
(batuque e suor),

de que o brasileiro
(da bola, das belas),

a responsa pela festa...
Propalar a crendice.

sábado, 14 de junho de 2014

O que leva a seleção brasileira de 2014 a correr atrás da bola? (número seis)


Pelo menino sem plano
de saúde, de futuro...

O menino que sonha:
o estádio, atrás da cerca...

E a cerca é de choque,
de batalhão e de arame...

Pelo menino da casa
demolida sob grito...

Pelo menino da escola,
sem padrão de esperança ...

Pelo menino que busca
no futebol, um lume...

Que ilumine o breu,
que é o medo da fome...

Pelo menino da favela,
debaixo do viaduto...

Pelo menino que assiste
o jogo pela janela...

Por esse menino,
por um milhão deles...

Que só mostram suas cáries,
na defesa do Júlio...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O que leva a seleção brasileira de 2014 a correr atrás da bola? (número cinco)

Não é sobre os podres
poderes dos homens...

Não é sobre a FIFA,
interesses escusos...

Nem sobre o governo,
seu pão e circo...

Não é sobre estádios,
e minas de ouro...

Não é sobre empresas,
explorando em cima...

Não é sobre o pobre
do voluntário...

Não é sobre a mídia,
que esconde a vaia...

Não é sobre baiana,
do acarajé vetado...

Nem sobre camelô,
do produto apreendido...

Não, não é sobre Brasil, 
que se pensa feliz...

De verde e amarelo,
sabendo roubado...

Não é sobre as mortes,
os dez operários...

Nem sobre a polícia,
que golpeia e sangra...

Não é sobre a dor
o poema, não é...

É sobre a criança
na escola de taipa...

que se alimenta de gol
do Neymar, do Brasil!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O que leva um filho de imigrante do Haiti a correr atrás da bola?

Já na barriga,
o futuro selado:

a escola do filho,
será a de futebol...

O futebol,
da ascensão social...

O futebol,
investimento barato...

O futebol, 
que iguala as raças...

O futebol,
que nivela os povos...

O futebol do Brasil,
tábua da salvação...

A base pro futuro,
o esteio do presente...

Que enche rápido
as geladeiras,

e sustenta
o time de filhos...

Manda dinheiro
pra avozinha,

o futebol,

que compra o remédio
do primo pobre...

Atravessa fronteiras
e impõe respeito...

Realiza o sonho
da simples dignidade...

A casa, o emprego,
o sossego,

o futebol,

a divina providência,
o pão multiplicado...

No mundo em crise,
greves graves,

ah...o futebol!

Correr atrás da bola
pra salvar a pele:

a dele, a da família,
a do país...

terça-feira, 10 de junho de 2014

O que leva o Cristiano Ronaldo a correr atrás da bola?


'Vanitas Vanitatum',
vaidade das vaidades...

Espelho de Narciso,
o mundo do Cristiano...

(e tudo, vaidade)

A vaidade por dentro,
a vaidade por fora...

(sonho da eternidade)

Ser o melhor
da FIFA, das galáxias...

(vaidade, habilidade)

Depilar o corpo,
limpar a pele...

(sua religiosidade)

Depurasse o saber,
purgasse a altivez...

(lucraria a humanidade)

Esfregasse as injustiças,
clareasse as mentes...

(daí a prestatividade)

Mas o Cris,
e sua monumentalidade...

(vaidade, vaidade)

O Cris e sua sombracelha
esculpida

(vaidade, vaidade)

O Cris e seu corpito
depilado

(vaidade, vaidade)

De sunga mínima,
pra uma revista:

(vaidade, etc...)

O futebol
e seus astros de cinema...

(desfile de beldade)

No futebol
dos ícones etiquetados...

(sem simplicidade)

Seleções movidas 

pela paixão

(saudade, saudade)

Esporte atual
e seus negociadores...

(saga-cidades)

O Cristiano,
beleza e talento...

(inveja, vaidade...)

O Cristiano,
instaurar o império

(VAIDADE, VAIDADE!)