quinta-feira, 5 de junho de 2014

O que leva o jogador Miroslav Klose (o jogador honesto), a correr atrás da bola?

A que vem o "poema",
por um desconhecido?

O leitor, a leitora,
indagariam a "poetisa"...

E o "poema" (descritivo),
nos dá o traço do desenho:

Esse alemão, do Lázio,
num Lázio x Nápoles

(o quadro que se pinta,
o campeonato italiano)

O "poema" é dissertativo,
a "poetisa" é professora...

Tudo tende a explanação,
ao detalhe mínimo...

Prolongar o verso,
valorizar o episódio...

Esmiuçar a cena
estupenda, espantosa:

o Klose, seu gol de braço,
a la Maradona...

O estádio, dividido,
entre gol e palavrão...

Os companheiros do Klose,
mandando-o fechar o bico...

O time adversário,
na motinação geral!

E a mãe do juiz,
a essa altura, mal falada...

E o juiz, perdido,
igual cachorro em mudança...

Aí o Klose, lança mão,
o gesto de fair play...

Anula seu gol de mão,
e seu gesto é de paz...

Eu dividiria a história,
no antes, depois do gesto...

Embora não seja fábula,
fabulosa essa história...

Embora não seja fábula,
a moral ao final:

A honestidade,
rara flor do asfalto...

A honestidade,
água pura e cristal,
                                   rara...

A honestidade,
no mundo da hipocrisia...

A honestidade,
no Klose, rediviva...

A honestidade,
o perfume do poema...

Aos céus anima,
ao pássaro dá o canto...

A alma para o corpo,
serenidade pro sono...

A honestidade,
eu a vi num rosto...

A honestidade,
e a esperança...