terça-feira, 19 de agosto de 2014

Visitante nº38

Ao Criador, venho eu, Criatura,
esquivando arisco, da captura...
Brotando da caixa de gordura,
fofura nenhuma sou, meu Senhor...
Mas sementes polinizo, das flores...
Do corpo morto, mor' recicladores... 
Além de pitéu, pros bichos superiores...
Dissabores, porém, me são rotulados...
Eu era da mata, me deram ultimato...
Filho de Deus; fino trato: eu, Rato!