domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal 2014

Meio capenga, mas vem...
No vermelho, ei-lo porém...

No ano atípico
Natal apático

Natal do crédito fácil,
do dinheiro difícil...

Natal dos juros altos
(jura o governo que não...)

O saco do Noel vazio,
e as meias na janela, levaram...

Natal sem presépio,
Natal-presepada!

Tal petróleo o dinheiro
jorra, mas não vi a cor...

O partidário brinda a 
vinho, trocentos anos...

E o pobre lambe os beiços:
os pés dos frangos...

Que tal esse Natal,
de damasco a 60 pau?

Que paulada é essa,
batatal sem bacalhau?

Viste o IPVA de Janeiro?
E o IPTU de fevereiro?

Arrancam o couro do brasileiro,
mas não o do companheiro!

O Natal é de Jesus,
mas ofuscam Sua luz...

O Natal é da humanidade,
houvesse fraternidade...

Cadê os meninos dos corais?
Estão nas redes sociais

Onde tu, ó estrela guia?
Mas quem pro céu olharia...

Pra que um boneco de neve,
por que uma prece tão breve?

Por que a morte à mesa,
o bicho não teve defesa...

Natal que revela falhas,
filas, fuleiragens fabricadas

na China, que aquece sua 
economia e derrete o planeta...

Eu ligo a tv, e o David Guetta
do Natal roubou a cena...

Sem aroma da extinta açucena,
eu saio de cena!

O Natal já foi especial, 
sentimental, quase vital...

Mas Natal de 2014,
meus brasileirinhos,

a mesa sem crase, na crise,
e pelas cruzes que conduzes,

tem nem cheiro de Natal
essa saca de puro sal!