domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal sem crise

Natal sem crise
no terno do eterno
recesso do Congresso
-sem popular acesso


Natal sem crise
nos cartões corporativos
companheirativos
e corruptivos


Natal sem crise
na mesa farta
que nada falta
dos que nos fintam


Natal que jorra água,
petróleo, óleos...
AquEla lá não verte
água dos olhos!


Natal dos que fingem 
não perceber...
Que a grana é do povo,
nem só dela  -lê-se você


Natal, essa flor 
tão esporádica...
Desabrocha nos cartões,
de forma sádica


Noite feliz, não fosse
só comercial...
Se larápia não fosse
a mão malandra do Lalau