sábado, 27 de dezembro de 2014

O Homem do Ano

O homem do ano
A mulher do ano
O jovem do ano, 
o ancião do ano,

é um brasileiro,
de qualquer gênero
Poderia, um cidadão,
de pé no chão

Quiçá seria,
bom cirurgião
Uma dona de casa...
Ou seria o Tostão?

 A persona do ano,
se eu não me engano,
mora no Oiapoque,
mas nasceu em São Roque

Tem sotaque misturado,
cor de coco queimado
O homem do ano
não é bitolado

Vota pela ideologia
e não ' fisiologia
Não o fisgam pelo estômago,
mas pelo âmago

O homem do século,
homem do milênio,
não fraqueja ante propina
nem propinoduto

Não tolera fanatismo
e mau-caratismo
Nenhuma força, electromagnetismo,
dobrar-se-á, charlatanismo

Saca o companheiro
do Rio de Janeiro
onde quero chegar,
mas eu vou pelo ar

Jogando ao vento
palavras soltas...
As águas revoltas,
golfam revoltas!

O homem do ano,
e eu não me engano,
não atura
atual falcatrua!

Votou e perdeu
mas conta se deu,
quem se escafedeu:
tu, ó Zé Bedeu...