sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Anchieta quisera o índio pagão,
Irmão
Mas quantos, hoje em dia,
não?

O Papa Francisco,
o líder maometano...
Convergem todos
pra conversão do rebanho

As correntes filosóficas
-mais ou menos lógicas
Vem soprando ventos;
quiçá novos tempos...

Nada sem intenção!
Vaga a alma não...

'inda que o gentio
povoara uma terra,
mais pra céu gentil,

Anchieta quisera o índio
pra Cristo...
Significara isso?

Mesmo que um olho
no cisco:

É o homem, 
a alçar o eterno...
Pela fé que não iça
o inferno

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Caminha Anchieta 
rumo ao eterno...
Não torrará o manso
no inferno

Caminha Anchieta
rumo a história...
Só o mais cândido,
nossa memória

Caminha Anchieta
sob a áurea do Pai...
Nas promessas
convicto Ele vai

A vida infinda,
a paz celestial...
Ganha o índio
no verbo coloquial

Sessenta anos
de acre jornada...
Afrouxamento,
que nada!

Arrebanha almas
às margens calmas
das claras águas
da Vila de Anchieta,

o Anchieta...

Que achou ouro
e não petralhou...
Levou ao altar:
a santa brilhou

Caminha Anchieta,
rumo a memória...
Só o mais reto,
na história

Notáveis passos,
por esse Brasil...
Remanescerás,
ó carvalho-brasil!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Anchieta caminha,
e é por amor...
Na lapela da batina,
flor

Anchieta caminha:
fronte calma...
Vai zelando:
flora fauna...

E é bom que caminhe,
precisa-se herói
No país onde
a ética dódói

Repreende Anchieta
o cativeiro...
O aborígene não se
curve ao forasteiro!

Reprocha Anchieta
a pilhagem...
Pedra sobre pedra
nessa paisagem!

Anchieta caminha,
vai no ideal...
Deu uma banana pro
tal Dom Portugal! 


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aonde vais, ó Anchieta?
-Vou fazer o casamento 
entre a índia e o branquicento

Aonde vais, ó Anchieta?
-Revolucionar a literatura
com autos de envergadura

Aonde vais, ó Anchieta?
-Conviver com os pueris
tupiniquins e puris

Aonde vais, ó Anchieta?
-Assentar a Praia dos Corais
para Minas Gerias

Aonde vais, ó Anchieta?
-Preparar unguento
com cristais d'Areia Preta

Aonde vais, ó Anchieta?
-Pescar com amigos,
e são ameríndios

Aonde vais, ó Anchieta?
-A lua já vai alta,
e a ave, pernalta

Aonde vais, aonde vais?
-Sois vós que me levais
aos cais nirvanais...


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Caminha, ó Anchieta...
Que toda a tua feitoria,
para além da gaveta...

Componha, ó Diadema...
Que brilhante teu poema,
em tão singular gema !

Converte, ó Porta-Luz...
Pensa que vaga sem luz,
o aborígene sem Jesus

Apazígua, ó Bendito...
Tribos estão em conflito,
necessitam teu veredito

Estuda, ó Anchieta...
Perpetuará o tupi,
averbada na tua letra

Desenha, ó Transcedental...
Nossa flora tropical,
a bolsa do marsupial...

Caminha, ó Anchieta...
São pés que tocam o solo,
aprimorando o planeta

Aperta o passo, ó Adorado...
A varíola cercou o povoado,
esperam teu preparado

Inspirando vá, ó Anchieta...
Das tuas mil facetas
dá-me ao menos uma,
ó Anacoreta!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Anchieta quando passa
na trilha do paraíso,
ruma com índio, com bicho...
Jamais segue narciso

Vai onça atrás do Padre
Vai índio, do grande ao guri
Que mito que é Este homem
que atrai tanto sagui !

Os passos que tocam o solo, 
vão rebentando bromélias...
Abrem-se flores formosas
que entusiasmam camélias...

Anchieta quando cruza
as bandas de Vila Velha,
orna o Convento com cruzes
que trouxe na caravela

Soma por onde passa:
obra e sentimento...
Sonha por onde passa,
com o saneamento

Anchieta quando passa,
pra resguardar o cenário...
D'uma legião que especula
em cima do pobre canário

Anchieta quando passa
atrai o anfíbio e a cobra
Vai o Homem edificando...
É pau pra toda obra!


Anchieta, 
o José do Brasil,
meia dúzia de cacimbas
pelo caminho abriu...

Com fé Ele batia
o cajado no chão...
E a água golfava,
lá do grotão

Água pra matar 
a sede do animais...
Água pra desgrudar
dos pés, os sais

Água pra encher o
vaso dos índios...
Água pras infusões,
dos brasilíndios...

Da Vila de Vitória
a São José de Guaraparim,
bendita água...
pra saciar curumim

Poço, marca 
da civilização humana...
No tempo em que água
não queimava pestana

Água soberana,
água tropicana...
Sã e salva
da região metropolitana!

Cisterna,
sinônimo de vida...
Na permissão do Pai,
lê-se deferida...

O bom Anchieta 
pela trilha seguia...
Cavando grotas d'água, 
que não vendia 

Revelara das entranhas
da terra, abastança
Dissecara do fundo
d'alma, pujança

De sabedoria,
que poço! 
Homem e Rio:
doce, Doce...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Vamos caminhando,
junto a Anchieta...
Vamos ligeirinho,
Seus passos são cometa!

Porque a missão
de Anchieta-cometa
é infinda...É amor
na berlinda

É apresentar o índio
a Jesus;
é detalhar no papel
o avestruz...

É matar a sede
cavando poço;
é registrar a fauna
coletando osso

Caminha Anchieta
cometa-canarinho...
Nas Ilhas Canárias,
nasceu o Andarilho

Para pintar as cores
do horizonte;
para estudar nossa
língua-fonte...

Destrinchar o Brasil
norte a sul;
esmiuçar a
Enseada Azul...

Entre os brasilíndios,
benzendo catapora,
Anchieta caminha...
Simbora!

Caminha Anchieta
com sua velha batina...
A bata bem gasta,
sem bainha

revela um homem
desprendido 
com a aparência...
Pura essência!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Caminhava Anchieta,
ia sem cansaço...
Era o corpo frágil,
e seu espírito, aço

Trabalhando sempre,
sempre com afinco...
Almejando o amigo
índio, ao infinito

tempo, eterno tempo,
sonho coletivo...
Onde é dispensável 
o fel do laxativo

Caminhava Anchieta
nas costas daquele Estado...
Onde qualquer mortal
queria ter estado

Natureza nirvanal,
gente afável...
Mico no ombro,
e água potável

Caminhava Anchieta
nesse cenário...
Mas aproveitava o Santo
o itinerário,

pra criar persuasivas 
peças de teatro
(pediam os índios
bis ao Beato)

O palco ornado,
bananeira e sapé...
Atuavam os curumins
nas dunas d'Ulé:

ressurreição, vida,
e peleja na cruz...
A missão linda,
nosso Cristo Jesus...

Convertia o Padre,
o nativo inocente...
Pro destino que
achava mais pertinente

Era conversão, 
mas sem força coercitiva...
Era tenro e suave,
o azeite de oliva...

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Que valoroso o trabalho
do Jesuíta!
Mas há quem crimine
sua missão bonita... 

Anchieta ensinava,
bem didaticamente,
o que pensava ser
o certo, obviamente...

Que todos temos nós
uma concepção...
E a defendemos com 
unhas, dentes, e um sermão...

Anchieta, ser do bem,
a Jesus fiel...
Queria apenas conduzir,
o irmãozinho ao Céu...

Que virtuoso o trabalho
do meu Santo!
Que contava os feitos
de Cristo, em canto,

em teatro, em poema...
Não, não há problema,
amigo leitor,
em pregar o amor...

Amor que tudo sofre,
crê, espera, suporta...
E que habilita pra vida:
regar a horta...

Amor que índio
e branco, um dia uniu...
Pelas mãos de Anchieta,
Apóstolo do Brasil!
  

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Quem caminha é Anchieta,
mas não segue simplesmente...
Vai abrindo na terra sulco
e implementando a semente...

Esses passos são de Anchieta,
Ele passou por Linhares...
Ele vai elevando os montes,
Ele vai rebaixando os mares...

Quem caminha é Anchieta,
mas não segue simplesmente...
Enquanto peleja com o corpo
trabalha inquieta Sua mente ...

Quem caminha são os índios,
leais seguem Anchieta...
Pela paz que sonhou Cristo,
toca o Anjo a trombeta...

Quem caminha é o Anchieta
do Brasil, o José...
Mas não vai erimita:
no lombo dum jacaré

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Quão feliz caminhara
Anchieta...
O ano era mil, quinhentos
e sessenta

O Casto se envolvera
em arrastão...
(e era simples pescaria,
esse arrastão)

Doce água fluíra

em Itapoã...
Sem a conta salgada
da Cesan

Era bom o tempo

sem axé...
Cantiga aprazível
de pajé...

Inexistiram rodovias
mortais...
Mas barcas lentas,
em límpidos cais...

Nem mão imunda
de corrupção
Apenas teatros festivos,
e um manso sermão...

Quão feliz Anchieta
caminhara!
O navio-negreiro
'inda não infernara

A malária até ali
não judiara...
Feliz Anchieta
caminhara...

Hiroshima, a rosa
não desabrochara...
Feliz, o Santíssimo
caminhara...

Harmonia entre
América e Europa...
Colhera a arara
licuri na copa

O ano era mil,
quinhentos e sessenta...
Dum cristal nas águas,
dum poente magenta...


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Será que Anchieta
andarilhara,
porque a saudade Lhe 
quebrantara?

Imagine o leitor,
ai que dor!
Deixar mãe, pai,
cão e professor...

Aos dezenove,
quase criança...
Será que Lhe doera,
tanta lembrança?

Sem colo e cheiro
de mamãezinha...
E o café gostoso
da manhãzinha...

O sustentáculo do pai,
sempre por perto...
Seres ausentes,
presente deserto...

Primo, pipa, picolé, 
adeus!
Pra honrar os caprichos
de Deus...

Nunca mais 
sons álacres à mesa...
Caminhar,
olvidar tristeza...

Marchando,
vai corpo e mente
passarinhando...
Vai cantarolando,

é antiga a canção...
Cumprir tanta missão,
tudo pra colar
os cacos do coração...

A Virgem Mãe
porém, O apararia...
Aparecendo-Lhe a cada
canto da Ilha...

Perceberam as garças, 
também, Sua dor...
Enfeitaram-Lhe o ombro:
alva cor

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Seguindo por Setiba,
Anchieta, o Divino
que levava ao ombro
pesado sino,

(seria instalado o sino 
na igreja suntuosa
de Senhora da Conceição
Gloriosa)

tudo ao meio-dia,
o sol de janeiro ardia...
O índio, clemência de sombra
pedia...

O Poderoso Padre
então,
multiplicou o vinho,
o peixe, o pão...

Enquanto os índios
queixadores tupi,
se serviam da matula
(farinha de aipim),

O Divinal
previu maré cheia:
ante a lua plena
e a ínfima areia

O Iluminado, Iluminador 
Anchieta,
sacou de uma arma
-não era escopeta

Um inocente
arco-flecha...
Mirou a mesma
em curvatura convexa,

atingindo o mar,
que deu um grito!
E obedeceu a ordem
do meu Favorito...

O mar de Setiba,
em dois se partiu!
Moldando calmaria
que nunca se viu

Nosso Valente-
Benevolente,
na orla então marchou,
com seu contingente...

Esta historia é real,
a autora não mente...
Setiba dividida;
água fria e quente...


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Imaginando o Padre
embasbacado
ao ver a beleza
daquele Estado

Com o Santo Espírito
no Espírito Santo
Montanha, mar
e manto

verde de mata
Jequitibá-rosa
bromélia
azaléia

"Era um sítio ameno
com pessoas amistosas",
disse o Careca
ao provar muqueca

O Moreno,
que no Morro do Moreno
tirou soneca,
sonhou Meca

Acordou. Meca
lhe sorriu
Limpou os olhos:
o Paraíso lhe caiu

Com seu cajado,
no chão bateu
Jorrou água
Tanto índio se converteu...

Mas foi em Rerigtiba
que Pio e comitiva
marejaram os olhos...
Sob os santos óleos 

o rio Benevente
lhe foi benevolente:
pulavam-lhe os peixes,
milagrosamente!

Após abrir no sertão caminho
e nomear canarinho,
caminha o Santo
sob reza e canto

Após aprender tupi
e ensinar o tucupi,
caminha o Santo
sob reza e canto

Após operar milagre

e ser ordenado Padre
Caminha o Santo
sob reza e canto

E fundar São Paulo
Rio, Espírito Santo...
Caminha o santo
sob reza e canto

Após fundar Guarapari
e mais aqui e ali...
Caminha Anchieta
contra a ampulheta

Após se tornar gramático,
o pragmático Santo
'inda caminha...
Na praia do Canto
Vamo simbora com Anchieta...
Vazante é a maré,
e o ocaso, violeta...

Vamo simbora com Anchieta...
Junho venta frio,
levarei jaqueta

Vamo simbora, caminhando...
Anchieta já disparou
Tem índio que já desmontou

Caminhando juntinho,
de Anchieta...
Todas cores da palheta

Divisaremos na
praia, d'Areia Preta...
Mais bonito, desse planeta,

veremos juntos,
a Anchieta...
Melhor com luneta
 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A leitora me perguntara:
"por que no lombo de cavalo,
o Padre não andara?"

Da cocada preta, me senti
rainha! Pois do Padre,
eu perita, mui me alegraria...

Pois o poema 'stá mais 
pra 'studo didático,
instruindo simpático

Inspirado no Santo
que mais que informador,
formador...

Direto ao assunto,
e sem cometer a gafe
de que se comia presunto,

o pobre homem,
rico de espiritualidade
-e vitalidade-,

era tuberculoso ósseo.
Mas nada e nenhum bócio
o levaria ao ócio 

O nosso Apóstolo, enfim,
inapto pra cavalgada...
Tem leitora desintrigada
Quão grande foste,
ó figura fenomenal!
Que com um bocado
de hérnia discal

puxara a comitiva
de índios lentos...
Os mares turbulentos,
não lhes eram impedimento:

Anchieta,
homem de asas!
Deixara a tropa pra trás,
o Padre tenaz...

Outrora denominado
o Padre voador,
ou o Padre que correra
acima arpoador...
Hoje em dia uns milhares
caminhantes O copiam...
Mas o Pio

antigamente,
incomparavelmente
mais viril

Posto que andava
sem aparato
de bombeiro militar

Sem assistência e transporte
UTI
hospitalar

Sem self 
pra provar o feito
em rede social,

sem barrinha energética
red bull 
ou cereal

Sob chuva 
sem guarda-chuva
Jurema, na Curva,

Anchieta mais forte!
Pois perto da morte,
doente e senil,

pelo nosso Brasil
caminhava Anchieta...
Sem carona de lambreta

Ajeitando as tralha pra marcha
-um dia pra avistar Jucu,
haja angu!

Mais um dia pra chegar Setiba
-chinela de couro de touro,
dá-lhe calote no calo!

Terceiro dia pra ver Meaípe
Água fria pede 
um elixir pra gripe

O quarto dia pra avistar
de Iriritiba, a escadaria
-eu de morto, já cairia

Mas ajeitando as tralha pra marcha...

Uma blusa de lã
de carneiro
Tecida por um mineiro

Uma quentinha, já fria,
com carne cozinhada
na banha da porcalhada

Uma Bíblia,
por Ele designada,
como espada -ou amada

Um papiro e um tinteiro:
escreveria um poema
sob um rosa-jequitibeiro

E uns guerreiros temiminós...
E uma fé, 
mais um "rogai por nós..."


E saindo da zona de conforto,
onde nunca esteve,
Anchieta não se conteve:

Incansável andarilharia
de Vitória a Iriritiba
E de Iriritiba a Vitória

Era tanta coisa pro Padre fazer,
índio por ser convertido
e hóstia por benzer...

Decidiu pegar o beco
que de beco não era nada:
andar pela orla capixaba
Mais uma faceta
de José de Anchieta
vem revelar o poema...

Dilema meu é este,
como escrever verso que preste
sobre o Mestre do Mestre?

Teatrólogo, poeta, historiador,
gramático, professor...
Dos índios, mor defensor

Anchieta, que homem, que Deus!
Que ao final dos anos seus,
caminhava, benza a Deus...

As costas era uma curva;
a visão, turva,
sob sol e chuva, a base d'uva,

De Vitória a Reritiba,
passando por Setiba,
e de Guarápa arriba,

andarilho sem cansaço!
Os índios, seu cangaço,
tudo descalço,

lá vai Anchieta...
Mais essa faceta, ó Julieta:
o Anchieta

Maior atleta do meu vil
Maior atleta do meu Brasil
Maior atleta, com seu cantil

andando, caminhando,
andarilhando...'pera aí,
'inda cantarolando?

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Poema em homenagem a Nelson Rodoveri Cuca

Por que o Cuca?

Posto que o Cuca,
persona grata,
de boa cuca

Não guardador de mágoas...
Ele, que não esbanja
as águas

Não diz às labutas
um não...Não anda não,
olhar ao chão

Tipo de pessoa, exemplifica...
Mostrando que a humanidade,
bonita

Pássaro de voo altaneiro...
Fosse tal conduta,
todo brasileiro

Moço bom que respeita...
Cuja presença,
o torto endireita

Bom vizinho,
fina educação...
Inclusivamente, seu cão

No skate, na prancha,
no rapel...Eu ficaria,
branca da cor papel

Dropando na pista,
voando baixo...
Não sossega ele o facho

De peito aberto pro raiar do dia...
Num horário tal,
que eu dormiria

Imagino Cuca, acordando o sol...
Sempre com provento,
seu anzol

Ele fia e confia,
as eficiências...
Disse alguém, deficiências?

Quem tece, no macio algodão,
tramas da vida...
Lavanda e limão

Na força, no foco, na fé:
Mais animado
que bloco de axé!

Na perseverança, na teimosia...
E mais doce
que ambrosia

Um ser do bem,
de ampla visão...
Sempre mais água, no feijão

Quem vive, cada dia,
motivação...
Eu nunca rimaria depressão

História forte de vida,
sacode emocional...
Bela igual Blumenau

Dum pai de família,
lindos filhos...
Versos sem trocadilhos

Que a vida é bela 
quando se sabe viver
-nunca esmorecer

No envoltório corpóreo
que nos é dado
(alugado),

escreve em nossa memória
o que não se dissipará:
sua História

Vida de vitórias
que firme segue...
Na ausência de escórias