quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Anchieta, 
o José do Brasil,
meia dúzia de cacimbas
pelo caminho abriu...

Com fé Ele batia
o cajado no chão...
E a água golfava,
lá do grotão

Água pra matar 
a sede do animais...
Água pra desgrudar
dos pés, os sais

Água pra encher o
vaso dos índios...
Água pras infusões,
dos brasilíndios...

Da Vila de Vitória
a São José de Guaraparim,
bendita água...
pra saciar curumim

Poço, marca 
da civilização humana...
No tempo em que água
não queimava pestana

Água soberana,
água tropicana...
Sã e salva
da região metropolitana!

Cisterna,
sinônimo de vida...
Na permissão do Pai,
lê-se deferida...

O bom Anchieta 
pela trilha seguia...
Cavando grotas d'água, 
que não vendia 

Revelara das entranhas
da terra, abastança
Dissecara do fundo
d'alma, pujança

De sabedoria,
que poço! 
Homem e Rio:
doce, Doce...