quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Caminha, ó Anchieta...
Que toda a tua feitoria,
para além da gaveta...

Componha, ó Diadema...
Que brilhante teu poema,
em tão singular gema !

Converte, ó Porta-Luz...
Pensa que vaga sem luz,
o aborígene sem Jesus

Apazígua, ó Bendito...
Tribos estão em conflito,
necessitam teu veredito

Estuda, ó Anchieta...
Perpetuará o tupi,
averbada na tua letra

Desenha, ó Transcedental...
Nossa flora tropical,
a bolsa do marsupial...

Caminha, ó Anchieta...
São pés que tocam o solo,
aprimorando o planeta

Aperta o passo, ó Adorado...
A varíola cercou o povoado,
esperam teu preparado

Inspirando vá, ó Anchieta...
Das tuas mil facetas
dá-me ao menos uma,
ó Anacoreta!