sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Quão feliz caminhara
Anchieta...
O ano era mil, quinhentos
e sessenta

O Casto se envolvera
em arrastão...
(e era simples pescaria,
esse arrastão)

Doce água fluíra

em Itapoã...
Sem a conta salgada
da Cesan

Era bom o tempo

sem axé...
Cantiga aprazível
de pajé...

Inexistiram rodovias
mortais...
Mas barcas lentas,
em límpidos cais...

Nem mão imunda
de corrupção
Apenas teatros festivos,
e um manso sermão...

Quão feliz Anchieta
caminhara!
O navio-negreiro
'inda não infernara

A malária até ali
não judiara...
Feliz Anchieta
caminhara...

Hiroshima, a rosa
não desabrochara...
Feliz, o Santíssimo
caminhara...

Harmonia entre
América e Europa...
Colhera a arara
licuri na copa

O ano era mil,
quinhentos e sessenta...
Dum cristal nas águas,
dum poente magenta...