quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Seguindo por Setiba,
Anchieta, o Divino
que levava ao ombro
pesado sino,

(seria instalado o sino 
na igreja suntuosa
de Senhora da Conceição
Gloriosa)

tudo ao meio-dia,
o sol de janeiro ardia...
O índio, clemência de sombra
pedia...

O Poderoso Padre
então,
multiplicou o vinho,
o peixe, o pão...

Enquanto os índios
queixadores tupi,
se serviam da matula
(farinha de aipim),

O Divinal
previu maré cheia:
ante a lua plena
e a ínfima areia

O Iluminado, Iluminador 
Anchieta,
sacou de uma arma
-não era escopeta

Um inocente
arco-flecha...
Mirou a mesma
em curvatura convexa,

atingindo o mar,
que deu um grito!
E obedeceu a ordem
do meu Favorito...

O mar de Setiba,
em dois se partiu!
Moldando calmaria
que nunca se viu

Nosso Valente-
Benevolente,
na orla então marchou,
com seu contingente...

Esta historia é real,
a autora não mente...
Setiba dividida;
água fria e quente...