quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Será que Anchieta
andarilhara,
porque a saudade Lhe 
quebrantara?

Imagine o leitor,
ai que dor!
Deixar mãe, pai,
cão e professor...

Aos dezenove,
quase criança...
Será que Lhe doera,
tanta lembrança?

Sem colo e cheiro
de mamãezinha...
E o café gostoso
da manhãzinha...

O sustentáculo do pai,
sempre por perto...
Seres ausentes,
presente deserto...

Primo, pipa, picolé, 
adeus!
Pra honrar os caprichos
de Deus...

Nunca mais 
sons álacres à mesa...
Caminhar,
olvidar tristeza...

Marchando,
vai corpo e mente
passarinhando...
Vai cantarolando,

é antiga a canção...
Cumprir tanta missão,
tudo pra colar
os cacos do coração...

A Virgem Mãe
porém, O apararia...
Aparecendo-Lhe a cada
canto da Ilha...

Perceberam as garças, 
também, Sua dor...
Enfeitaram-Lhe o ombro:
alva cor