quinta-feira, 16 de abril de 2015

Anchieta caminhara,
amigo leitor,
e era pra apresentar,
o índio ao amor...

Amor do Pai,
que enviou Seu Filho...
História enovelada,
que o Padre andarilho

esmiuçara em autos...
O Padre andador,
atleta de Deus,
era um bom curador,

um galardoador!
Posto que a escada
pro andar superior,
botou nos pés

do seu mor admirador...
E o índio conheceu
lendas lindas...
Prendas advindas,

promessas infindas,
mais paz, paraíso...
Tudo gratuito,
sem dízimo!

Frutos não proibidos,
sem venenos e aditivos...
Camarão era vegetal,
e incorruptível, o pré-sal...

Jesus, enfim, limpo
de sangue e desonra!
Uma Mãe de tez suave,
ao odor de begônia...

Jardins agradáveis,
tudo Blumenau...
Mas se narrava tédio
-celibato clerical

Era casto o Anchieta,
e seu rosto angelical...
Sua intenção pastoril,
anti-capital

Esqueça as seitas
calcadas no dim-dim!
A utopia do Padre,
eternizar tupiniquim

Não percebendo 
Anchieta, porém...
Já era o céu ali,
no Estado do Amém!