sexta-feira, 10 de abril de 2015

Caminhava Anchieta,
seu simples andarilhar...
E seu ato de poemar,
e de amar o mar...

Natural sem veneno,
o seu pomar...
Feliz bichim' de pomo,
a se empançar!

Num tempo isento
de fumaças densas...
Os tanques não fumavam
intensas

labaredas de fogo
(só no mapa do inferno)
Que mais se via,
era gentio, e terno...

Coisa simples
Anchieta caminhando...
Naquele tempo
os pés pisando

grama, areia,
macia restinga...
Tênis de mola,
não, não ainda

Era de pesca a rede
que hoje, social...
Era pra peixe,
não pra antissocial

Era olho no olho
e mão no pão...
Fermento simples:
leite, limão

Meu Deus, coisa
mais simplória!
Andar pra redigir:
história, glória

Baixar a espada,
erguer a nação...
Sob fervor de Cristo,
e não de Lampião...