segunda-feira, 13 de abril de 2015

Que cena essa,
que estupenda:
branco e índio atracado,
sem contenda!

Um, penacho na cabeça
Outro, batina sisuda
Se um sentia enjoo,
lá vinha carqueja-folhuda

O cansaço, a fome,
da longa caminhada,
eram peixe pequeno
frente a intifada...

Gentio e Anchieta:
guerreiro carne e unha...
Na defesa de cada grão,
cada areia de duna

Não sangrariam da terra,
nenhuma erva...
Não  barganhariam minério,
por bagatela

Que cena essa,
que coisa rara...
Manter o licuri
da azulada arara!

Na trilha marcada pelo
ipê-amarelo,
Anchieta e gentio,
pelo cais que é belo,

passaram observando...
Se cada jequitibá abatido,
se iam replantando...
O cardeal-amarelo

tagarelo em bando,
se livre, revoando...
E o Padre mais o Índio 
os contando!