sexta-feira, 31 de julho de 2015

pira olímpica

O fogo, 
rompendo da água,
do chão,
duma seta...

O fogo, 
brotando da arte,
da surpresa,
do encanto...

O fogo, 
de faísca a labareda,
de fagulha a Vesúvio...

O fogo,
 ilustre fogo,
que se coroa na pira...

 Sublime fogo,
sublime pira,
que se fulmina em sol...

A pira, 
que já se abaixou humilde, 
pra receber seu fogo...


A pira, 
que trai as aleluias
 e Aleluias atrai...

A pira,
terno lume
que nossalma incandesce...

A Pira, dileta filha,
de Olímpia ao Rio,
de símbolo a estrela...

Que beleza,
que espetáculo,
que espanto!

tocha olímpica

De coração em coração,
a tocha passa...

De gente em gente,
de flor em flor,
de estrela em estrela,
a tocha passa...

De doçura em doçura,
a tocha passa...

Gentilmente
a tocha passa,
e fraternalmente...

É uma pena que passa,
a tocha que passa...

Pudera que a paz,
não expirasse co'a tocha...

Pudera o amor,
de mão em mão,
não expirasse essa chama...

ralação de atleta

É tempo de ouriçar as juntas
Botar sebo nas canelas
Arregaçar as mangas...

Arrebentar a boca do balão,
arrebentar ligamentos...

Rodar a baiana
Fumar a cobra
Virar a mesa,

o jogo, o placar...
É tempo de testar o tempo,
o técnico, cronômetro...

É tempo de bolhar a alma,
estirar os nervos...

É tempo de alegria:
mas só Deus sabe !

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Os poeminhas abaixo são sobre o seguinte tema: mármore

se quiser ler os poemas sobre mármore, favor clicar, na área de arquivos, no mês de JULHO DE 2015, já que meu blogue está organizado por datas. Grata.
Mãe-terra, graciosita...
Se lhe dá uma ira esquisita,
pressão sobe e regurgita,
a Maria Bonita, a pepita:
calcário, feldspato, mica


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Veja quem vem: o homem pensante,
do semblante intrigante...
Esse Rodin é brilhante!
Parece sem ação, dinheiro pro pão,
o Pensador que sentou (o fazedor vazou).
Quem sabe pensando antes, pra agir,
 já vou, já voou...
Co'o Pensa-dor, matutemos então,
olhando ao chão, onde MÁRMORES estão.
As pedras são amarelas,
os olhos não saem das belas...
As veias da estátua,
também saltam delas!
Das janelas se vêem flores,
mas do chão é que brotam elas... 
Olhares ao chão,
às flores e pedramarelas... 

Co'a conclusão: fim da missão.
Posto que há palavrinha mágica,
nesta composição trágica...
Vou lá pegar meu trem das onze.
Mas o Pensador é de bronze!

terça-feira, 21 de julho de 2015

A Pietá de Michelangelo:
quando o mármore chora...

Maria com seu Cristo morto:
quando o mármore sangra...

Esculpiu-se a crueldade da vida:
quando o mármore soluça...

Nos braços o Filho, já duro e frio...
Quando o mármore explode!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ajoelhai e rezai
sob o mármore...

Levantai depois. E voai
sob o mármore...

Colocai nos olhos teu maior espanto,
sob o mármore...

Aventurai nas artes sublimes,
sobre o mármore...

Michelangelicai
sob, sobre o mármore...

Adoçai a alma e poemai,
sob o mármore...

Fria esfera! Sê bálsamo de sol,
sob o mármore...

Cuidai do dia. Antes do cair, de cair
sob o mármore...

Amostra de tua jóia jurada. Esperançai,
sob o mármore...

Ó toda sorte de rebanho, sim, animai,
sob o mármore... 

Nasças, morras. Especialmente, vivas,
sob o mármore...

domingo, 19 de julho de 2015

Fosse o mármore, só beleza...
Foi-se o pássaro: sofreguidão...
Foice na veia da natureza...
E a ave ferrada, no clarão...


mas as pás, que cavam sonhos 
de mármores...

Decepando vão, as copas
d'árvores...

Os pés que parem da terra
mármores

septam-se...
Ficam anéis. Dedos deletam-se.

mármores para todos os sonhos...

Haja mármore
para todas as vidas...

As pás gigantes vão cavando
mármores

abrindo nas terras eternas
feridas

sábado, 18 de julho de 2015

Que mãos são estas,
deusas da criação?

Que mãos,
que de marmóreos farelos,
pássaros belos?

Que mãos serão,
que do refugo a arte,
e do pó canção?

Que mãos são estas,
meu irmão?!

Do artesanato de pedra,
e não é pedra-sabão...

Que mãos,
que mãos!

Que levantam estátuas
e vivas estão!

Do restolho, os vasos
-já brotou botão

Que mentes,
que mãos!

Da xepa e lixo,
lavram luxo...

Do detrito,
fabricam boto bonito...

Das tradicionais feirinhas,
esculpem corujinhas...

Que mãos,
que mães,
que pães,


tão assim, singulares?
São as mãos de Linhares !

(eu gostei dos colares)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Magnífico mármore o teu,
Cachoeiro...

Em meio ao caos, teu apogeu,
Cachoeiro...

Longe de ti me doeu,
meu Cachoeiro...

O dedo especial é de Deus,
Cachoeiro... 

Teu seixo azulado
reluz

O que o poema ano-luz
não traduz

ó Cachoeiro...

Expelem teus vulcões
rochedos

Alegra-nos cristais
teus penedos,

Cachoeiro...

Gratidão a teus calcáreos
bonitos

Que distraem nossos gritos
aflitos,

ó Cachoeiro...

Louvor ao teu marmóreo
chão

Bela quão tua prima,
Alter do Chão...

E pisar em tal chão
dá dó,

meu Cachoeiro...

Luzidia gema
E só.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Lá vem os russos,
os russos lá vem...

buscar tons em pedras
-que lá não tem

Lá vem os chineses,
os chineses lá vem...

buscar qualidade em pedras
-que lá não tem

Lá vem os americanos,
americanos lá vem...

buscar luxo em pedras
-que lá não tem

Lá vem os árabes,
dim-dim lá vem...

Buscar nossas pedras
-brazucas sem

Ácidos malditos,
Davis desfiguram!

Leões marmóreos,
ácidos malditos!

Pedras soberbas
que se derretem

malditos

gases oriundos
das des-bicicletas!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Mármores e seus veios,
suas veias e nódoas...

Mármores e suas listras,
e pintas e manchas...

São portais que se abrem,
quando triscados

De onde brotam mundos,
menos arriscados

domingo, 12 de julho de 2015

O mármore do Espírito Santo:
tom de lua de prata
e de Atlântica Mata...

O mármore do Espírito Santo:
nuance blue
da Pedra Azul...

O mármore do Espírito Santo
remete a Penha,
e seu encanto...

O mármore do Espírito Santo,
bate o português e o italiano...
Eu garanto

Mármore Cachoeiro
delicado

Mármore Cachoeiro
discreto

Povo de Cachoeiro
povo

delicado, discreto...

Nossas vidas, nossas mortes
no âmago desses mármores...
Esses mármores, no âmago
-nossas mortes, vidas...

Sepulturas, pias de batismo
De mármore

Estáticas estátuas
Mármore

Os bolos belos
Mármore

Os efeitos das tintas
Mármore

As banheiras dos sonhos
Mármore

As pias, os pisos, o país
Mármore

As nuvens, as artes, os sonhos,

mármore, mármore...

No âmago das nossas mortes,
no cerne das nossas vidas...

Mármores,
que abarcam árvores...

Mármores,
que desenham mundos...

São estrelas, seres,
vazios espaços...

São veios, veias,
grãos comestíveis...

Mármores,
que espelham águas

E fotos de satélites,
matas...

Envolvem o cosmo,
incríveis

mármores

Células microscópicas,
vidas...

sábado, 11 de julho de 2015

Mármore versus Granito,
quem vencerá...

Um que se permite riscar
ou o outro que se admite pisar?

Este que me cobrirá
ou aquele que não passará? 

Granito versus Mármore,
silício versus calcário,

quem se atreverá?

A noite constelada
e a bruma branca do mar...

Minha banheira, um dia, quiçá...
Minha mesinha, na sala de estar

Mármore versus Mármore,
Granito versus Granito,
pra desempatar...

Brotar estátuas de Rodin;
nas ruas pra se trafegar...

Ornar com graça e veludo;
com duros grãos, decorar...

Expelem os vulcões
os mármores

alvos, delicados, fina trama...

Mármore Cachoeiro
eu lhe desejo

revestir a noite,
que em mim...

Sob os murmúrios dágua,
Itapemirim


Mármore Bege Bahia
-ou Marta Rocha

Mármore rosado,
manhã de Itapoã...

Rosa cor-de-rosa
não européia... 

Polida ou rústica,
és fulô, ó camélia!
Pedra preta
ou ônix bianco

Pedra nobre
parindo Pietás...

A pedra do Poeta
é do Espírito Santo

Se no caminho lhe
acho, Pedra,

é zás-trás!

Mar-mor
Mar-cor

Marmoluz
Mar mar...

Teus veios,
minhas veias,

ó Mármore!

Tuas estrias,
e as minhas,

ó Mármore!

Tuas formas de neurônios,
ó Mármore!

Tua vida,
e as nossas...

Tua trama,
nosso drama,

Mármore...

Alvo Carrara,
pro ocaso pleno,

ó Marmoluz!