sábado, 18 de julho de 2015

Que mãos são estas,
deusas da criação?

Que mãos,
que de marmóreos farelos,
pássaros belos?

Que mãos serão,
que do refugo a arte,
e do pó canção?

Que mãos são estas,
meu irmão?!

Do artesanato de pedra,
e não é pedra-sabão...

Que mãos,
que mãos!

Que levantam estátuas
e vivas estão!

Do restolho, os vasos
-já brotou botão

Que mentes,
que mãos!

Da xepa e lixo,
lavram luxo...

Do detrito,
fabricam boto bonito...

Das tradicionais feirinhas,
esculpem corujinhas...

Que mãos,
que mães,
que pães,


tão assim, singulares?
São as mãos de Linhares !

(eu gostei dos colares)