quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Olimpíadas no Rio

O poema pede um minuto de silêncio
aos que deixaram seus corpos
e seus sonhos
Nos escombros dos estádios

O poema pede um minuto de silêncio
aos que deixarão seus corpos
Nas estradas que levam os sonhos
e que levam aos estádios

O poema pede um minuto de silêncio
apenas um minuto:
Aos que deixarão seus filhos órfãos,
e vai ser bala perdida...

O poema pede um minuto,
uma vida de silêncio...
Aos que deixarão
seus quarenta bi de impostos
em elefantes-brancos...

O poema pede e não é atendido:

aos que deixarão seus corpos
nos hospitas sem leitos
E aos que deixarão suas almas
nas escolas sem leituras

O poema perde