terça-feira, 1 de setembro de 2015

Cancelando o Natal

Natal não substancial,
Natal desispiritual...

Na prisão não se verteu
um filete lacrimal

Natal no umbral,
sem castanha de Portugal...

A cracolândia nem se tocou,
a esperança Pascal

Natal horripilante,
com au ao final

O mau não se rendeu
ao Menino do Curral

Natal carnaval,
Natal festival...

Nada de novo, no Front
ou no Jornacional

Natal do sonrisal,
Natal glicose-venal

Que tempos, que homens,
de Neandertal !

Natal sem Natal
Não me leve a mal

Mas Natal tão carnal, 
assim sensorial...

Cancelem a Noite
desatitudinal