sábado, 12 de setembro de 2015

Natal afundado

Natal banzado,
verso inviabilizado...

Eu queria enfeitar minha casa
mas naufragado

meu ânimo desanimado
ante o incivilizado

O Natal desse ano
rompeu abalado

Talvez não dobre o sino,
nem deite vinho no assado...

Na cidade em chamas
a estrela guia não guiado

o juízo dos homens,
o amor em doce cristalizado

Enquanto o comércio bomba,
bomba Kosovo assolado

(meu penduricalho brilhante
'inda encaixotado)

Por que o Pai inerte,
mais um ano ressonado?

O cristão na mão do Isis
minha fé decaptado

Meu Natal assim banzado...
Não vou no preço salgado:

se o imigrante perdeu tudo
por que eu teria luxado?