sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O garimpo da Serra da Borda

Me chamou atenção
especialmente

aquele garimpo,
aquela gente...

Sete mil pares
de olhos, atentamente

atrás do naco glorioso
reflavescente...

Eram sombras de homens
e acrescente

um ancião aos setenta,
sem dente...

Obviamente, de Marte
e morte, o ambiente

Nem formigas são tantas,
como a gente...

Gritos se ouviram,
notícia quente:

achou-se o ouro
-ou mulher saliente

Mas aquela sombra de
homem, que prepotente!

Mesmo cinzenta, poeirenta,
sem silhueta imponente,

arenizaram a terra,
sucumbiram a semente...

Era Saara na selva.
E foi de repente.