quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Paneleiras

O batente duma amiga
Paneleira, alguma Penha...

É de tirar o fôlego,
e eu já trôpego

de pensar na hora
d'alva, Ela acorda,

ao galo que lhe grita
por ração...

A gurizada aguardando
pelo pão,

beijo, conselho, uniforme...
Só marcha o dia, conforme

sua coragem, seu ânimo,
provisão

(dependendo o homem 
também

dessa força que vem 
do além)

Paneleira, que em seu Galpão
Sete etapas, até conclusão:

a Panela diva, perfeita!
Minha respiração, 'inda rarefeita...

Seu bom astral,
meu murmúrio...

Seu labor sustentável,
decente, duro...

Ó guerreira faceira
do meu coração,

nosso orgulho!