domingo, 21 de fevereiro de 2016

Zelar pelo Galpão

O poema pede:
que se regue as rosas...
Que se calce as ruas
com nativas rochas ...

O poema pede placa,
ela seja de pedra...
Da preta, a pedra,
da cor da Panela...

O poema pede Galpão
dantesco, luzente...
Donde a Paneleira
labutará contente...

Vem pedindo cuidar,
de quem se ama...
Aqui soltam fogos,
depois se abandona...

Pedindo apenas
a mão d'um amigo...
Amigo vivo,
não um jazigo...

O poema pede
o acordar da nação:
uno saber do barro,
deste rincão!